sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Santiago encanta pela mistura do velho e do novo e pela hospitalidade de seus moradores


Uma metrópole organizada, com fama de ser uma das melhores capitais da América do Sul para se viver. Quer mais? Vinhedos e pistas de esquis para conhecer e desfrutar em seus arredores. Esta visão conhecida da capital do Chile faz sentido. Bem planejada urbanisticamente e localizada aos pés dos Andes, Santiago mostra que nem toda metrópole está fadada a ser sinônimo de caos e má qualidade de vida. No entanto, não é apenas isso que faz com que o turista se encante com a cidade. A educação dos seus cidadãos, a mistura do velho e do novo presente em sua arquitetura, sua efervescência cultural -nos bairros boêmios, museus e centros culturais- e a beleza de cidade fincada no vale do rio Mapocho fazem de Santiago um destino turístico obrigatório na América do Sul.

Sem dúvida, a imagem que se tem de Santiago é de que se trata de um destino turístico para o inverno. Mas, apesar das estações de esqui monopolizarem a cabeça do visitante brasileiro quando se pensa na cidade, há inúmeras outras coisas a se fazer dentro da capital e até em seus arredores durante o verão: desde visitar vinhedos seculares, piscinas térmicas nos Andes ou o Cajon (Cânion) de Maipo até passeios por museus, parques e pelo Mercado Central.

Santiago atualmente possui 5,5 milhões de habitantes. Localizada em um vale, é cercada por duas cadeias de montanhas -a leste, a Cordilheira dos Andese a oeste, a Cordilheira de La Costa-, e cortada pelo rio Mapocho, afluente do rio Maipo, um dos maiores da região.

A cidade é sede do Poder Executivo do Chile, localizado mais precisamente no Palácio de La Mondeda, centro da cidade. Por trás de sua bela arquitetura neoclássica, há a lembrança de fatos históricos do Chile, como o suicídio de Salvador Allende (1908-1973) e o bombardeio dos militares durante o golpe de 11 de setembro de 1973.
Fatos históricos à parte, é na região central que se concentra a maioria dos lugares a serem visitados pelo turista. O rio Mapocho e a avenida Libertador O'Higgins -conhecida também como alameda- são as duas artérias paralelas que devem orientar o visitante. A maioria dos lugares a serem visitados é acessada por metrô. São quatro linhas com pontos de baldeação -há uma quinta em construção-, além da possibilidade de integração com ônibus. Para isso, é preciso comprar um cartão nas estações e carregar uma quantia mínima. Uma vez usado o cartão, o usuário tem um determinado tempo livre para realizar a integração.

Santiago possui também três tipos de táxis: os tradicionais, os coletivos e os radiotáxis. Os tradicionais são identificados pelas cores amarelo e preto e têm taxímetro, apesar de existir o costume de se combinar o preço antes da corrida. Peça para usar o medidor. Os coletivos têm preços parecidos com os dos ônibus e podem variar de acordo com o trajeto que o passageiro vai fazer. Trata-se de uma opção econômica e rápida. E há a opção do radiotáxi, mais seguro, porém mais caro e com tarifas pré-estabelecidas. Mas o aconselhável mesmo é escolher uma região do centro e realizar os trajetos a pé: é assim que se conhece melhor a cidade e as características de seu povo.

Sem dúvida, há a preocupação da população em tratar bem o turista -talvez mais que em outras capitais da América do Sul. De forma geral, os brasileiros são queridos. E não se assuste caso um carro pare na faixa de pedestre para você passar ou caso você recupere um objeto esquecido em algum lugar.

A capital do Chile, que está a 567 metros acima do nível do mar e a 100 km do litoral, é plana. No entanto, possui diversos morros que servem como mirantes. Outro ponto positivo da cidade são os seus parques, bastante freqüentados pela população e com várias opções de lazer.

Na região do Mercado Central, há uma bela arquitetura e muitos restaurantes que servem comida típica chilena, principalmente frutos do mar. A Bella Vista é a parte boêmia. Providência e Las Condes também têm boa rede de diversão noturna. Borde Rio é uma boa região gastronômica. É ali também que ficam os principais shoppings da cidade.

Enfim, escolha qual o tipo de turismo que você quer fazer e desvende essa querida capital da América do Sul. A chance de dar certo é enorme.

Entrando no Chile

Apesar de o passaporte ser um documento mais confiável, a carteira de identidade brasileira no Chile é aceita sem problemas como passagem via fronteiras. Certamente, você vai receber uma fichinha do setor de imigração e terá que entregá-la assim que sair do país. Por isso, caso esteja sem passaporte, guarde bem este documento para evitar problemas com o governo chileno na volta pra casa. Atenção: se você for usar uso de traveller checks, leve passaporte. As casas de câmbio geralmente só aceitam fazer trocas com este documento.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Paris é uma das mais lindas capitais do planeta, com seus charmosos cafés, o rio Sena e a inesquecível Torre Eiffel


Paris, com 2,2 milhões de habitantes (10,9 milhões na região metropolitana), é um imenso pastiche de culturas, com tantas atrações históricas e culturais que uma vida inteira não seria suficiente para explorá-la.

Use e abuse do que a cidade tem a oferecer. Sinta o perfume nem sempre perfumado das estações de metrô, coma uma baguete com um queijo típico, observe o charme das ruas com os cafés nas calçadas, caminhe à beira do Sena tanto quanto suas pernas agüentarem.

Você pode se orgulhar de estar numa das verdadeiras capitais do planeta, que nada mais é do que uma grande metrópole como qualquer outra - só que, talvez, a mais linda de todas. E a descubra um pouco mais.

Observe a relação entre as pessoas, os parisienses, europeus, imigrantes de ex-colônias, cachorros, turistas (não necessariamente nessa ordem) e a integração de todos com o espaço urbano. Veja como exercem seus sentimentos de nacionalismo, orgulho, paixão, deslumbre, preconceito. Claro, visite a Torre Eiffel, o Georges Pompidou, o Louvre. Mas siga adiante.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A mutante Patagônia argentina é destino para viajantes de todos os estilos


Conta a lenda que, em uma época em que as plantas da Patagônia não tinham flores, a bela Kospi foi raptada por Karut. A paixão era tão grande que o senhor da montanha se viu obrigado a esconder a jovem de origem mapuche no mais profundo das cavernas glaciares.
Kospi chorou tanto que um dia converteu-se em gelo e confundiu-se em meio aos imensos icebergs da região. Quando Karut voltou para admirá-la, sua presa já não estava e, furioso, bradou até despertar uma forte tempestade. Os dias seguintes foram de tanta chuva que a garota transformou-se em água e seguiu o curso dos riachos patagônicos, atingiu a planície e regou os vales. Na primavera seguinte, subiu sobre plantas e converteu-se em flor.
Desde então, a Patagônia argentina não se cansa de se transformar. Glaciais que avançam e retrocedem, como o famoso Perito Moreno de El Calafate; rios de El Chaltén que têm seus cursos desviados por fenômenos naturais; bosques esverdeados que se petrificam, como os impressionantes troncos milenários de Jaramillo; vegetação que se veste de novas cores de acordo com a estação do ano; e uma fauna única que costuma passar as férias em terras austrais, como baleias, leões marinhos e pinguins.
Esses são alguns dos inúmeros espetáculos naturais em solos patagônicos que arrastam viajantes de todas as partes do mundo, durante todo o ano, atraídos pelas opções naturais. Seja a versão costeira que se debruça sobre o oceano Atlântico ou o lado mais afastado das cordilheiras dos Andes, a Patagônia argentina é destino ideal para viajantes de todos os estilos. Até o cientista Charles Darwin se rendeu à impressionante variedade natural da região patagônica, há mais de 160 anos. Basta disposição e tempo para percorrer um dos pedaços de terra com menor concentração humana por quilômetro quadrado da Argentina, como a Província de Santa Cruz, com uma densidade demográfica de 0,8 habitante por km².
As três províncias patagônicas que mais atraem visitantes são Chubut, famosa pela geografia árida de Porto Pirâmides e a pinguineira de Punta Tombo; Santa Cruz, cujos maiores símbolos são montanhas como o Fitz Roy e os imensos blocos de gelo azulado do glacial Perito Moreno; e a Terra do Fogo, onde o Ushuaia quase toca o fim do mundo. Quase, até que se termine a disputa pelo título de cidade mais austral com a vizinha Porto Williams, na Patagônia chilena. Mas difícil mesmo será decidir qual dos atrativos incluir no roteiro. A imensidão geográfica, que exige longos deslocamentos, e a variedade de atrações espalhadas obrigarão o viajante a dedicar-se a conhecer parte da região. Caso contrário, serão necessários alguns meses sabáticos para rodar as estradas ou voltar mais de uma vez. O que, se tratando de Patagônia, não é uma má ideia.
Na região dos cenários mutantes, nem os céus ficaram de fora da mutação. Os meses quentes de verão são abençoados por longos dias com até 17 horas de luz, quando a poucos minutos da meia-noite é comum ver o sol preguiçoso formando manchas multicoloridas no horizonte; no inverno, os dias são mais curtos e o sol não se atreve a aparecer mais do que oito horas diárias. As temperaturas podem ir de -20°C, durante o rigoroso inverno da Terra do Fogo, aos mais de 30°C da árida Porto Madryn. É só uma questão de escolher qual sensação térmica você quer provar. E quando falamos de Patagônia mutante, todas as sensações serão intensas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cosmopolita e apaixonante, Nova York tem muitas formas de ser conhecida


Pensar em fazer uma viagem para um dos focos de uma crise mundial pode parecer loucura. Nova York nunca precisou de uma "desculpa" para ser visitada. Ainda mais num momento de tantas incertezas. Você economizou, se preparou, encheu seu coração de coragem e, além do mais, merece colocar os pés na capital do mundo. Esta, portanto, é a sua chance de presenciar um momento histórico e conhecer uma das cidades mais visitadas em transformação, que em 2008 recebeu número recorde de visitantes, 47 milhões de pessoas. Dois acontecimentos históricos mudaram a vida do norte-americano e também do mundo. A vitória do primeiro afro-americano, Barack Obama, a um dos cargos mais cobiçados do planeta, de presidente dos Estados Unidos, é um deles. O outro, uma das maiores crises financeiras mundiais depois de 1929. Nova York não recebe apenas um tipo de turista. Os roteiros para conhecer a cidade são infinitos e podem ser feitos até mesmo de forma temática, como conhecer, por exemplo, a cidade a partir de visitas a locações de grandes filmes rodados ali. Assim, como em qualquer lugar, o importante não é o número de dias rodados e, sim, como você os vivencia. Para isso, pare, pense e reflita: como você quer conhecer NY?A cidade ocupa o primeiro lugar no ranking como a mais populosa dos Estados Unidos. De acordo com o último dado fornecido pelo serviço nacional de recenseamento, em 2000, era possível ouvir cerca de 170 idiomas falados regularmente na cidade, que é divida por cinco distritos: Manhattan, Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island. Margeada pelo rio Hudson, Manhattan corresponde à área mais rica de Nova York. É onde estão localizados o centro financeiro, na famosa Wall Street, a sede da ONU (Organização das Nações Unidas) e das principais universidades: Nova York University (NYU) e a Universidade de Columbia.
A ilha de Manhattan pode ser dividida em três partes: Uptown (tradução literal para "parte de cima da cidade") possui no seu coração o Central Park. Ainda um pouco mais acima, a região é conhecida como "Way Uptown" (na tradução literal, "muito mais acima") é onde estão bairros como o Harlem.O meio da cidade, Midtown, é a região em que se localiza o Rockefeller Center e bairros como Chelsea, Gramercy e Hell's Kitchen. E a parte de baixo da cidade, Downtown, onde se localizam, na ponta da ilha, o Financial District, em que já se pode avistar a Estátua da Liberdade; a ponte do Brooklyn e também a área onde estão os idolatrados bairros Tribeca, Chinatown, Lower East Side, West e East Village e Soho.O interessante em Nova York é que a paisagem nunca é a mesma. Por mais que se passe um tempo nela, você nunca se comporta da mesma forma. As famosas rosquinhas Donuts já foram substituídas pelos deliciosos cupcakes. A febre das "iogurterias" que apareceram em cada esquina e levaram os novaiorquinos à loucura com sua guerra de preços também já passou. As galerias de arte do Soho 'caminharam' para o Chelsea, ao passo que o bairro do Harlem é revitalizado e, ao mesmo tempo, recebe com alegria a vitória de Barack Obama, fazendo ouvir os tambores afro-americanos em festa semelhante ao de 4 de julho. Daqui a um tempo, a onda pode ser totalmente outra.O mundo numa cidadeÉ difícil identificar o cidadão novaiorquino. Hoje, porto-riquenhos, coreanos, chineses, sul-africanos, brasileiros, paquistaneses estão por trás do que se respira por ali. Portanto, ao comprar o bilhete de avião você já fez um bom negócio. Pagando para conhecer apenas uma cidade, você terá a oportunidade de visitar outras do mundo. Prepare-se para uma metrópole única e tenha certeza que, ao voltar, sua cabeça não será a mesma.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Serra da Capivara, no Piauí, mostra que o homem pré-histórico realmente tinha muito bom gosto




Ao caminhar pelas trilhas e passarelas do Parque Nacional da Serra da Capivara fica fácil imaginar os motivos que levaram o homem pré-histórico a escolher aquela região como lugar para morar. A exuberância natural é de encher os olhos: o dobramento da serra em eras geológicas passadas colocou de pé o que antes era o fundo do mar e de alguns rios. Os paredões expõem, como em uma imensa galeria, o desenho singular das rochas sedimentares, dos seixos, e os vestígios da deposição de materiais, através dos tempos, no fundo das águas.Essa foi a paisagem que os primeiros habitantes da América encontraram quando, entre 60 a 100 mil anos atrás, chegaram por aquelas terras e lá encontraram um "paraíso". A região, na época de seus primeiros moradores, era um território de encontro de dois domínios vegetais: o da Floresta Amazônica e o da Mata Atlântica. Por conta disto, oferecia excelentes condições para a fixação dos grupos humanos uma vez que, além das cavernas encravadas na rocha que serviam de habitação, contava também com fauna e flora abundantes onde se conseguia o alimento e, nos rios, lagos e nascentes, a água, indispensável à sobrevivência. Cometerá o maior dos enganos aquele que disser que o homem pré-histórico não está mais lá. O legado deixado por esses habitantes nas rochas e no solo do Piauí mantém viva a chama desses nossos ancestrais. Vivem nas histórias da população local, nas pesquisas dos historiadores e, principalmente, no pensamento dos visitantes do parque que, ao se aproximarem de qualquer uma das mais de 35 mil pinturas rupestres espalhadas pelos sítios arqueológicos, não conseguem conter a emoção e deixar de se perguntar: "Como é possível milhares de anos da história do homem estarem bem aqui na minha frente?".O ser humano tem uma capacidade imensa de surpreender outros de sua espécie com feitos e realizações, frutos de nossa capacidade de raciocinar, de pensar, com a música, a habilidade de contar histórias, e com a arte.
No Parque Nacional da Serra da Capivara, Patrimônio Cultural da Humanidade, lembramos que somos um pequeno grão de areia nos desertos do tempo e que a raça humana já sabia como impressionar seus semelhantes muito antes do que nós imaginávamos.Arte rupestreEm 1991, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade por abrigar o maior conjunto de arte rupestre do planeta e vestígios das populações que ocuparam a região sudeste do Piauí desde, pelo menos, 50 mil anos atrás. A reserva é administrada por um convênio entre o poder público e a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham), que tem como Diretora Presidente, desde a criação da fundação, a pesquisadora Dra. Niède Guidon.As pinturas foram realizadas durante milênios, ilustrando a vida cotidiana, os cerimoniais e os animais - muito deles hoje inexistentes na região. O Sítio do Boqueirão da Pedra Furada é um autêntico museu a céu aberto e concentra o mais antigo e mais importante sítio arqueológico das Américas.CerâmicaHá cerca de 3.500 anos apareceram povos agricultores e ceramistas na área, que sepultavam os mortos em covas na terra ou urnas funerárias. Permaneceram ali até a chegada dos colonizadores, quando foram dizimados. A tradição de usar a terra para produzir a cerâmica, entretanto, permaneceu.Dentro do parque funciona a Cerâmica Serra da Capivara. Criada pela Fumdham, a associação aprimorou as técnicas dos artesãos locais e criou a cerâmica de inspiração rupestre que se utiliza dos desenhos observados nas pedras para adornar as peças assim que saem dos fornos. A oficina emprega os moradores do entorno do parque e os produtos são comercializados em inúmeras capitais do país e do exterior (http://www.ceramicacapivara.com/ ).

domingo, 17 de janeiro de 2010

Em Napa Valley, região vinícola da California não faltam charme, conforto e bons vinhos


Napa Valley engloba cinco importantes cidades vinícolas: American Canyon, Calistoga, Santa Helena, City of Napa e Yountville. A região tem cerca de 150 vinícolas, segundo o Califórnia Wine Institute, e boa parte produz excelentes cabernet sauvignon, chardonnay, merlot e pinot noir. Apesar da fama dessas variedades, outros tipos de uva começam a ganhar espaço na região, como Cabernet Franc, Sangiovese, Sauvignon Blanc, Syrah e Zinfandel. Parte da fama da região pode ser creditada ao esforço de Robert Mondavi (1913-2008), responsável pelo incremento da vinicultura no norte do Estado da Califórnia. Sua vinícola é parada obrigatória para quem vai à região pela primeira vez. O tour oferecido pela Mondavi Winery é um dos mais educativos e refinados de Napa. Marinheiros de primeira viagem também devem visitar vinícolas históricas, como Christian Brothers e Beringer, que ostentam construções de pedra, incomum nos Estados Unidos. Visitantes de segunda viagem devem experimentar a rota Silverado Trail, que abriga vinícolas de alto padrão e é um bom refúgio para quem quer evitar o tráfego da highway 29, estrada que corta a região de Napa nas direções Norte e Sul.Iniciantes e iniciados em degustação de vinho não podem deixar de visitar a região de Carneros, que fica entre Napa e Sonoma e tem alguns dos melhores chardonnay e pinot noir da Califórnia. Também é ótima região para experimentar espumantes.
Quem quer fazer mais do que degustação deve visitar Calistoga, conhecida pelas "hot springs" (águas termais), spas, bons hotéis e restaurantes. Em Santa Helena, o "The Culinary Institute of America" tem um ótimo restaurante e uma carta de vinhos californianos com cerca de 500 rótulos. A casa oferece cursos de formação para sommelier e chefe de cozinha. Também há programas rápidos, de uma semana a um mês, de culinária e vinhos para leigos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Aracaju é uma capital nordestina com variedade e bons preços


A capital sergipana não tem as praias mais badaladas do Nordeste, mas em compensação, capricha quando o assunto é variedade de passeios, infra-estrutura e preços - até mesmo na alta temporada os programas saem em conta. Com ruas limpas e arborizadas, a cidade tem como principal cartão-postal a orla de Atalaia, repleta de atrativos. Ao longo de seis quilômetros reúnem-se quiosques, calçadão, ciclovia, quadras poliesportivas, fontes luminosas e um oceanário que encanta crianças e adultos. Por lá fica a Passarela do Caranguejo, um trecho tomado por bares e restaurantes que servem o melhor da cozinha regional – frutos do mar, carne-de-sol, pirão-de-leite e, claro, caranguejo. A palavra festa, que tão bem rima com Nordeste, encontra sinônimo na capital de Sergipe. Realizado na segunda quinzena do mês de junho, o Forró Caju reúne milhares de turistas que chegam atraídos pelo maior evento da região.
Na cidade cenográfica montada na Praça dos Eventos, as animadas quadrilhas têm a atenção dividida com o som das sanfonas, zabumbas e triângulos; e com os cheiros de milho cozido e amendoim torrado que se espalham pelo ar. As tradições típicas são mantidas também nas cidades históricas de São Cristóvão e Laranjeiras, a menos de 30 quilômetros de Aracaju e que guardam jóias arquitetônicas coloniais, além de festivais folclóricos. Também nos arredores da capital fica um dos cenários mais bonitos do Estado - o cânion de Xingó, desbravado a bordo de escunas e catamarãs que cortam as águas verdes do rio São Francisco. Caso a vontade de mergulhar em um mar azul ainda persista, tome o rumo de Mangue Seco – o vilarejo baiano está a cerca de cem quilômetros de Aracaju.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tiradentes, típica cidade histórica mineira tem casarões, igrejas e ladeiras de pedra


Menos badalada do que Ouro Preto e São João Del Rei, mas tão charmosa quanto as vizinhas, Tiradentes é um exemplo de organização e preservação. Fundada em 1702 pelo inconfidente João de Siqueira Afonso, a pequena e pacata cidade mineira fica aos pés da serra de São José e tem um dos mais belos conjuntos arquitetônicos do país. Entre ruas e ladeiras de pedra iluminadas por lampiões, o visitante encontra sobrados coloridos, casarões do século 18 e pequenas igrejas barrocas. Tudo muito bem conservado e tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional). Tiradentes foi palco de importantes lutas do período da Inconfidência Mineira. É também a cidade natal de Joaquim José da Silva Xavier, o próprio Tiradentes, mártir e grande líder do movimento que acabou dando o nome do município.Algumas das maiores atrações turísticas de Tiradentes estão concentradas no centro histórico. Um passeio pela rua Direita, a principal da cidade, não deixa dúvidas de que beleza é o que não falta por ali. As construções do período colonial dão um ar cinematográfico ao município. Na região, não dá para deixar de parar no museu Padre Toledo e na igreja Nossa Senhora das Mercês.Saindo do centro histórico, a dica é subir a colina de Santo Antônio para conhecer a Matriz de Santo Antônio, uma das mais belas basílicas de Minas. Todos que visitam Tiradentes, independente de suas convicções religiosas, têm motivos para passar por ali, seja pela rica decoração da capela ou pela bela vista da cidade do topo do morro. Uma segunda colina que merece o esforço da caminhada é a de São Francisco de Paula, onde fica a igreja de São Francisco de Paula e de onde se tem a melhor visão panorâmica do município.Para viajar no tempo, pegue o trem maria fumaça e percorra os 12 km cheios de história que separam Tiradentes de São João Del Rei. Já para apreciar a natureza, aposte nas trilhas da serra de São José. Ali, o que se vê é uma exuberante flora, uma rica fauna e dezenas de cachoeiras e riachos.Como se não bastassem as atrações históricas e naturais, Tiradentes oferece uma infra-estrutura para turista nenhum botar defeito. A cidade é famosa pela boa gastronomia e por lá se encontram restaurantes dedicados às mais variadas cozinhas, tanto nacional, quanto internacional. A culinária no município é levada tão a sério que todo ano acontece por lá o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia.Tiradentes é uma cidade para curtir a calmaria. Para se deixar perder entre passeios históricos, culturais e naturais. E para, ao fim do dia, fazer uma boa refeição em um restaurante charmoso e de preço acessível. Aproveite!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ilha de Páscoa, museu a céu aberto em pleno Pacífico Sul, é o lugar mais distante do planeta


Essa ilha está a 27°09' de latitude sul e a 109°26' de longitude oeste. Isso significa dizer que você está sobre o solo mais distante de qualquer lugar povoado do planeta, em pleno Oceano Pacífico, a 4.100 km do Taiti e a longos 3.700 km da costa da América do Sul. Ela está longe, mas não está sozinha.

A Ilha de Páscoa, cujo nome é uma referência ao domingo de Páscoa de 1722, em que foi (re)descoberta por navios ocidentais, é uma das três extremidades de um triângulo imaginário formado pela Nova Zelândia e pelo Havaí, ilhas localizadas na chamada Oceania Remota. Mais do que formar uma imensa área de milhões de quilômetros quadrados, esse conjunto de territórios distantes tem em comum a mesma origem polinésia e um certo gosto por histórias intrigantes.

E é ali, em Te Pito o Te Henua (no "umbigo do mundo", em língua rapa nui), que viajantes de bom gosto encontram os melhores e mais distantes mistérios de uma gente que decidiu ir longe para fincar, entre tantos outros enigmas, estátuas gigantes que parecem reverenciar seus criadores rapa nui.

Não há dúvidas de que essas belas esculturas feitas com rochas vulcânicas são o cartão postal mais divulgado de Páscoa. No entanto, as opções de atrações são tão variadas quanto os questionamentos formulados sobre essa pequena ilha de quase 170 km². As descobertas vão além dos olhares distantes dos moais.

A ilha é o topo de uma imensa cadeia rochosa que teria se formado há uns 3 milhões de anos e que se esconde a 3 mil metros no fundo do mar. Foi a partir de grandes explosões vulcânicas que surgiram lugares de beleza rara, em todo o mundo, como os vulcões Rano Kau e Rano Raraku.

É tanta energia concentrada em um pedaço tão pequeno de terra que até os polinésios vindos de rincões distantes escolheram aqueles lugares para seguirem seus rituais espirituais. E para apreciar esse cenário o esforço é mínimo, já que o ponto mais alto da ilha tem apenas 511 metros. Difícil mesmo é entender tanto mistério.
Sob aquelas pontas rochosas que um dia foram o berço de lavas quentes se escondem outro mistério de Páscoa: as cavernas subterrâneas interligadas por escuros e largos corredores naturais formados pela passagem, há milhões de anos, daqueles trabalhos vulcânicos. A princípio, entrar em uma delas pode parecer uma idéia amalucada de algum guia irresponsável. Mas quando os primeiros metros são ultrapassados, abrem-se amplos salões de pedras com janelões naturais com uma vista única do Pacífico.

A população rapa nui, que havia se multiplicado logo após a chegada dos primeiros habitantes na ilha, foi vítima de uma intensa escassez de alimentos em uma superfície com recursos limitados, dando origem a disputas internas que obrigaram muitos daqueles homens a se esconderem no interior dessas cavernas. E quem acaba ganhando nessa guerra é o visitante, que adiciona mais uma história no seu diário de bordo.

A controvertida trajetória de Rapa Nui, que em língua polinésia quer dizer "ilha grande", parece ter seu início com a chegada de um grupo proveniente da Polinésia com o objetivo de colonizar novas terras. Liderada pelo rei Hotu Matu'a, aquela gente teria chegado entre os séculos 4 e 8. Sua complexidade e organização deram origem, entre tantas outras histórias, a um dos mais intrigantes mistérios da ilha: os moais.

Primeiro, eram erguidos os ahus, as gigantes plataformas cerimoniais de pedra; e logo vinham as imensas estátuas com cabeças grandes e mãos sobre o corpo que eram encomendadas como homenagens aos chefes das tribos locais ou a ancestrais transformados em divindades. Acredita-se que essas construções aconteceram em três períodos: entre os anos 800 e 1000 d.C., entre 1000 e 1200 e, logo, entre 1200 e 1600, do qual pertencem a maioria dos moais encontrados, atualmente, em toda a ilha.

Mas como teriam chegado até ali aquelas imensas rochas vulcânicas talhadas de até 86 toneladas? Algumas pesquisas defendem a ideia de que eram transportadas sobre troncos que rolavam sobre o terreno irregular da ilha. Outras afirmam que estruturas feitas com pedras lisas ajudavam no transporte, assim como se movimentassem uma imensa geladeira. Mas a melhor das teorias é a que vem da tradição oral. Para ela, os moais, simplesmente, caminhavam.

Só mesmo o lugar mais distante do planeta para aproximar o mundo ocidental ao mais profundo da cultura polinésia.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Salvador recorda seus ancestrais africanos na comida, dança, música e fé


Salvador é, sem dúvida, uma das cidades mais belas do mundo. Por isso, e por outra série de características singulares, tornou-se também um dos principais destinos turísticos internacionais. Famosa pela sua história, pelo legado deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro, a capital baiana é cenário e objeto de estudo de profissionais de diversas áreas, há muitos anos. Atrai ainda visitantes de todos os cantos, que chegam trazidos pela melhor propaganda que já inventaram: a que se difunde experimentalmente, a famosa propaganda “boca a boca”.

No entanto, ainda que o turista seja atraído à capital da alegria da forma mais natural possível, pela própria riqueza que nela está contida, entendemos que a atividade turística é de extrema importância, hoje, para a nossa gente. E, por isso, buscamos cada vez mais qualificar os nossos equipamentos, os nossos serviços, de forma a fazer com que a estadia em Salvador seja, de fato, inesquecível. E que, mais do que encher os olhos que de quem aqui vem, faça com que o turista volte. Sempre.


Queremos acolher, abraçar o nosso visitante, oferecer-lhe as melhores condições, os melhores passeios, os melhores restaurantes e hotéis, os melhores roteiros e a melhor viagem. Queremos que ele se surpreenda em cada esquina, com cada história. Queremos que ele registre tudo isso não apenas nas câmeras e nos livros; mas na sua memória, onde residem os registros mais valiosos.

Por isso investimos tanto na cidade. Por isso temos uma capital limpa, moderna, arborizada, confortável, gostosa de se ver e se viver. Trabalhamos para isso todos os dias do ano. Melhorar ainda mais um lugar que já é um grande presente naturalmente. Quem vem a Salvador pela primeira vez se encanta e quer voltar. Quem mora aqui é naturalmente encantado e dificilmente sai. Paraíso selvagem e metrópole moderna num único espaço. Salvador é tudo isso e muito mais.

Experimente. Só quem experimenta Salvador da Bahia sabe o gosto que essa terra tem e entende por que a capital baiana é um dos principais destinos turísticos do mundo... Saboreie todos os cantos e todos os temperos dessa Feliz Cidade. Bem vindos à Capital da Alegria! Bem vindos à Salvador da Bahia!

Fonte: Site do Bureau de Turismo de Salvador

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Hotéis de luxo, mar azulzinho e noite agitada são as delícias de Cancún, balneário do México


Cancún é o principal destino turístico do México, país de 105 milhões de habitantes e berço de culturas ancestrais como a maia e a asteca. O balneário de hotéis luxuosos diante de um mar azul-turquesa fica na Península de Yucatán, a duas horas de vôo da capital, Cidade do México, e atrai multidões de norte-americanos sobretudo de novembro a março, a alta temporada.

De abril a junho os preços baixam, enquanto sobem a temperatura e a umidade do clima tropical. Em julho, volta a ser temporada de férias e de calor para turistas do hemisfério sul fugindo do inverno. Depois de agosto e até outubro, instala-se a temporada dos furacões.

A cidade está sendo reconstruída desde a devastação provocada pelo furacão Wilma, em outubro de 2005. Toneladas de areia branca e milhares de palmeiras foram injetadas na orla, que se estende por cerca de 20 km da famosa Zona Hotelera, onde se concentram centenas de opções de hospedagem e diversão.

Cancún tem a vida noturna mais animada do país. Se em paraísos como Aruba a noite conta com comportados freqüentadores de cassinos e boêmios para quem a maior contravenção é mergulhar numa Piña Colada gigante, na cidade mexicana a excitação costuma subir para dançar nas mesas, em casas de show com múltiplos ambientes, com ou sem participação especial de drag queens e strippers. É outro nível.

Contribui para a descontração a qualidade do catálogo de tequilas servido nos bares e restaurantes.

Mar agitado e sítios arqueológicos

O mar nem sempre está para banhistas em Cancún. No lado caribenho da orla, do km 10 ao km 20 do Boulevard Kukulkán, fortes correntezas, anunciadas por bandeiras coloridas, podem proibir a entrada na água. Se nadar e mergulhar de snorkel são programas básicos das férias escolhidas, em especial para famílias com crianças, então é melhor optar pelos hotéis próximos às praias da Bahía de Mujeres, como Tortugas e Langosta.

A prática de esportes aquáticos (jet ski, parasail, caiaque) também ocupa as imensas lagoas que desenham a cidade dividida em El Centro e Zona Hotelera. E a adrenalina de nadar com golfinhos ou mergulhar desde cinco metros de altura avança até os grandes parques aquáticos distantes do balneário, como Xcaret, Xel-Há e Garrafón, este na vizinha Isla Mujeres.

Além da vida noturna digna de nota, duas qualidades somam pontos para Cancún na comparação com destinos em que o forte é o relax na praia em verão prolongado: a proximidade de sítios arqueológicos importantes e a gastronomia mexicana.

Os maias, uma das civilizações pré-hispânicas, deixaram obras monumentais na arquitetura e na astronomia. A cultura floresceu em Yucatán dos anos 100 ao 1000 da era cristã. A cidade de Chichén Itzá teria sido abandonada no século 13. Descobertas por europeus no século 19, as ruínas chegam a receber cerca de 90 mil visitantes por mês, graças ao fascínio exercido por construções como a pirâmide El Castillo, o Templo de los Guerreros e o observatório El Caracol.

Genial e duradoura, a engenharia ancestral concebeu efeitos especiais de som e de luz, ainda comprováveis. Chichén Itzá é um passeio obrigatório.


Milho, feijão, pimenta, chocolate

De sabores intensos, erguida sobre o poder do milho, do feijão e do chile (fruto da pimenta), a comida mexicana tem fãs no mundo inteiro. O México continua sendo o melhor lugar para conhecê-la.

O chocolate, por exemplo, "bebida dos deuses", enobrece o mole a Poblana, na companhia de frango, pimentão, tomate, nozes, cravo, alho e pimenta. Desde cedo no dia aprende-se a diferenciar salsa (molho mais líquido) de mole (tipo de creme), já que o café da manhã pode incluir um picante molho de tomate sobre huevos (ovos) rancheros.

As raízes indígenas estão por toda a parte, da barbacoa (carne preparada em buraco na terra, por vezes envolta em folhas de bananeira) ao picadinho de cacto.

Em Cancún, a cozinha regional tem seus melhores restaurantes localizados em El Centro. Pratos rápidos como tacos dorados, gorditas, quesadillas, burritos e panuchos estão por toda a parte. Cuidado com os temperos: a Península de Yucatán ganhou fama pela potência de seu chili habanero. Quando a sede apertar, as típicas aguas frescas servem de amparo, em sabores como tamarindo ou hibisco.

Tradição e religião

A primeira universidade do Novo Mundo começou a funcionar no México em 1553, três décadas depois de o espanhol Hernán Cortés e seus homens terem derrubado a portentosa cidade asteca de Tenochtitlán. As lutas de independência contra a Coroa espanhola se iniciaram em 1810.

Em meio a ondas de violência, golpes militares e contra-golpes no governo, no século 20, a população nativa, ávida por reforma agrária, apoiou líderes como Emiliano Zapata e Pancho Villa, ambos assassinados, respectivamente em 1919 e 1923.

Mesmo que Cancún seja um pólo turístico modelado ao gosto dos fregueses do exterior, com seus campos de golfe, parques aquáticos e pistas de dança hi-tech, ela integra uma cultura latina bastante complexa, rica em tradições e religiosidade. Há ilhas no Caribe onde o visitante nunca sabe direito se está num posto avançado da Holanda, da França ou dos Estados Unidos.

Cancún é mexicana, lá se fala espanhol. E uma comunidade que consegue transformar a dor pelo Dia dos Mortos em cores e celebração merece o mais profundo respeito.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Praia da Pipa se entregou ao desenvolvimento, mas natureza ainda é sua riqueza


Aliar turismo ecológico a investimentos em infra-estrutura hoteleira. Talvez este seja um dos desafios maiores para Pipa, distrito de Tibau do Sul, município localizado a 85 km ao sul de Natal, no Rio Grande do Norte. Local de passagem de tartarugas marinhas e golfinhos e dona de uma beleza natural singular, a praia se transformou nos últimos 20 anos, deixando de ser apenas uma vila de pescadores para dar lugar a um dos maiores atrativos turísticos do Nordeste, recebendo visitantes nacionais, da Europa e do resto da América Latina.Sem dúvida, Pipa deixou de ser aquela praia tipicamente nordestina das décadas de 1970 e 1980. Naquela época, o argumento ecológico de surfistas e ambientalistas era de ojeriza ao desenvolvimento, mesmo que sustentado. A idéia hedonista era curtir a beleza natural de praia semivirgem com a simplicidade de pousadas rústicas ou em casas de pescador, sem querer levar a modernidade e a parafernália da cidade grande para o local. Hoje em dia, o argumento ecológico ainda existe. Mas o desenvolvimento não pôde ser evitado. Europeus -principalmente de Portugal, Espanha, França e Itália-, uruguaios e argentinos montaram seus negócios em Pipa, além de brasileiros de vários cantos. Apesar do inconveniente que isto possa parecer aos mais puristas, Pipa tem conseguido preservar o seu maior patrimônio: a natureza. Suas praias com falésias acabam ficando protegidas de um viés privado: tal característica impede de certa forma a extensão dos empreendimentos até a praia, apesar de isso já acontecer em alguns lugares. A beleza de suas águas, a presença de golfinhos e tartarugas marinhas -estas vêm botar seus ovos em praias mais desertas- e o clima bastante agradável ainda são os itens mais importantes e é o que chama mais a atenção dos visitantes. Lógico que há uma série de restrições ambientais -que nem sempre são obedecidas, principalmente relativas à especulação imobiliária- tanto para quem quer montar seu negócio como para quem está de passagem. Mas elas nem chegam perto da rigidez de outros picos do Brasil, como Fernando de Noronha.
No entanto, parece existir a consciência que é preciso preservar ao máximo aquilo que traz dinheiro aos empresários do local: a riqueza natural.O que mais atrai a atenção do turista são as praias da região. Tem para todos os gostos: a da Mina (deserta, onde tartarugas botam seus ovos), do Madeiro (boa para surfe e para observar golfinhos), enseada dos Golfinhos (sua geografia é algo fabuloso), além da de Tibau do Sul e da lagoa Guaraíras. Outro destaque local é o Santuário Ecológico da Pipa, uma reserva florestal, que abriga, entre outras coisas, uma pequena cabana do Projeto Tamar. Já a gastronomia de Pipa reflete, com sua diversidade, o que é o local hoje em dia, oferecendo cozinha francesa, italiana, japonesa e portuguesa, além de creperias e parrilladas. Mas o regional não ficou de lado. A carne-de-sol ainda impera como comida tradicional. No meio de tantos restaurantes, é natural surgirem verdadeiras obras-primas da cozinha contemporânea. É o caso dos restaurantes Tapas e Camamo. Ambos possuem filosofia própria, desde a forma de servir até as receitas. Outro sinal de que a gastronomia se transformou em algo atrativo e lucrativo é o Festival Gastronômico da Pipa, que acontece geralmente nas duas primeiras semanas de outubro, oferecendo palestras e cursos ligados ao assunto, além de shows musicais. Diz a lenda que piratas portugueses vinham ao Brasil atrás da madeira nobre e do pau-brasil e atracavam na praia do Madeiro. Ali, acabaram tomando como referência geográfica uma pedra que fica logo abaixo de onde hoje é o Chapadão. Achavam que ela tinha um formato de barril de bebida, que em Portugal é denominado pipa. E assim ficou o nome. Bem mais tarde, entre as décadas de 1970 e 1980, surfistas e hippies começaram a desbravar diversos picos de surfe e chamaram a atenção para a bela natureza que existia ali. Hoje, Pipa faz parte de alguns circuitos do esporte, que acontecem na praia dos Afogados.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Capital do império americano, Washington DC é também a capital de museus, memoriais e diversão


Washington DC é uma metrópole de 570 mil habitantes empolgante e sofisticada. Todo ano, a cidade planejada em 1790 por George Washington para ser sede do governo dos Estados Unidos atrai milhares de turistas dos quatro cantos do mundo para seus inúmeros museus, monumentos, memoriais e parques. Quando se chega a Washington é quase impossível não se impressionar com a grandiosidade de seus edifícios públicos. Também é difícil não sentir uma ponta de familiaridade ao ver de perto a Casa Branca, o Capitólio ou Lincoln Memorial, afinal, quantas vezes esses lugares já não serviram de pano de fundo para filmes, seriados, noticiários e fotografias? Não há como negar, a cidade faz parte do inconsciente coletivo da humanidade.
Arte UOLMas não é só de política que vive a capital americana. Washington é um destino que celebra a arte. À beira do rio Potomac, é dona do maior complexo de museus do mundo, o Smithsonian Institute. Com mais de 142 milhões de artefatos, o instituto serve como centro de pesquisa e tem 9 (são 19 no total) de seus museus e galerias localizados no parque mais famoso da cidade, o National Mall. Além disso, teatros badalados, clubes dedicados ao jazz, restaurantes, cafés e bistrôs charmosos tornam Washington um lugar interessante até mesmo para quem não suporta o exacerbado patriotismo americano.Fácil de ser percorrida, Washington tem estações de metrô perto de seus principais pontos turísticos. A cidade de largas avenidas é conhecida também por ter uma agitada e diversificada vida noturna. Os turistas e os nativos fazem a festa nos pubs, bares, boates e casas de show espalhadas pela capital. Como dá para ver, a seriedade da política fica restrita aos arredores da Casa Branca, e o que não falta é opção de lugar para se divertir na capital, de dia ou de noite.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Urbana, Ilha de Itamaracá conserva belezas naturais intocadas e forte holandês


Itamaracá é um destino de indicações simples. O melhor da gastronomia local se produz nas barracas ao longo das praias. Grupos de axé e pagode costumam se apresentar na ilha durante o verão, quando milhares de adolescentes também tomam conta da praça central da cidade. No Carnaval, os trios-elétricos invadem o lugar. Mas o grande ícone cultural da ilha ainda é a rainha da ciranda, dona Lia de Itamaracá. O Forte Orange, construção holandesa de 1631, guarda o registro das lutas entre portugueses e flamengos pela região que prosperava no plantio de açúcar e no escoamento de Pau-Brasil. Esverdeado, o mar que contorna a ilha tem sargaço. Já no grande banco de areia da Coroa do Avião, as águas são azuis e sem algas flutuantes. Na praia do Sossego, piscinas naturais proporcionam deliciosos banhos. A ilha abriga ainda o Centro de Preservação do Peixe-Boi Marinho, aberto para visitantes, que podem ver os dóceis bichos antes deles serem devolvidos ao seu habitat natural.


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Las Vegas a Cidade do Pecado é marcada por cassinos luxuosos e casamentos de última hora


Localizada no meio do nada, no deserto de Clark County, no Estado de Nevada, Las Vegas gosta de tomar para si o título de "Capital Mundial do Entretenimento". Pretensões à parte, o rótulo não é à toa: diversão é o que não falta para quem passa por lá. Famosa por seus luxuosos cassinos e hotéis, a cidade possui várias opções de entretenimento a preços acessíveis para seus visitantes - tudo isso sem contar a possibilidade de se tirar a sorte grande e voltar para casa com dinheiro extra.Logo na chegada já se percebe que Las Vegas não é uma cidade como as outras. As salas de embarque e desembarque do McCarran International Airport, por exemplo, possuem as célebres máquinas de caça-níquel para os passageiros que aguardam seus voos. Las Vegas também recebeu o apropriado apelido de "Cidade do Pecado" por causa de suas infinitas tentações. Grande parte dos outdoors e propagandas é direcionada para serviços de acompanhantes, prostitutas ou clube de cavalheiros. Por toda a Las Vegas Boulevard - a principal avenida da cidade, mais conhecida como "The Strip" -, e em plena luz do dia, homens distribuem folhetos com fotos de garotas em poses provocantes. E é justamente na Strip em que se concentra toda a diversão: é lá que estão instalados todos os grandes hotéis e cassinos.
No começo da avenida estão o Luxor, Excalibur, Tropicana, New York New York e o MGM Grand. Depois, seguem o Monte Carlo, Paris, Bally's, Bellagio, Caesars Palace, Flamingo, Mirage e Wynn. Depois de todos estes está o Stratosphere, que marca o fim dos grandes hotéis e cassinos da Las Vegas Boulevard. Cada um desses estabelecimentos oferece diferentes pacotes para seus hóspedes, que podem conseguir excelentes preços caso fiquem na cidade de segunda-feira a quinta-feira, período em que as diárias dos hotéis dificilmente passam de US$ 100. Os serviços disponíveis variam desde spa até ingressos para os melhores espetáculos em cartaz na cidade - alguns deles com temporadas fixas em teatros dentro dos próprios hotéis. Dessa maneira, é possível assistir a um show do Cirque du Soleil sem ter de deixar o local onde você está hospedado. Aliás, é esse mesmo o objetivo dos hotéis: manter seus hóspedes e visitantes dentro de suas instalações o maior tempo possível. É importante escolher um bom hotel para relaxar, pois andar por Las Vegas não é tarefa fácil. O forte calor e ar seco dificultam a locomoção a pé dos turistas. No verão é comum ver os termômetros ultrapassarem os 40º C. Assim, os hotéis apostam no luxo para manter seus clientes ainda mais perto, satisfeitos e gastando mais. Tudo sem colocar o pé na rua.Prepare a mala com roupas leves e um porta-moedas: ele será fundamental na hora de chegar ao cassino. Afinal, quem sabe? Basta um pouco de sorte para que você se torne um milionário. Seja nas máquinas de caça-níquel, numa mesa de Black Jack ou arriscando tudo em uma mão de pôquer. Dados e roletas também podem ajudar qualquer um a sair de Las Vegas muito mais rico do que quando chegou.Só tome cuidado para não exagerar na comemoração e acordar com ressaca e casado, um dos clichês pelos quais Las Vegas é conhecida. Ao longo da Strip, e em muitos hotéis, o que não faltam são capelas que oferecem cerimônias-relâmpago para os mais apressados. A mais famosa delas, a Little White Wedding Chapel, é o destino de muitos casais, alguns sóbrios, outros não, que acabam casando sem saber ao certo como tudo ocorreu. Loucuras como essa são responsáveis pelo código de conduta mais repetido em todos os cantos da cidade: "O que acontece em Vegas, fica em Vegas".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Menina-dos-olhos da Austrália, Sydney é vibrante, tem belas praias e um povo pra lá de hospitaleiro


Principal destino turístico da Austrália, Sydney é dinâmica, cosmopolita e elegante. A cidade mais famosa do país é também multicultural, carrega um quê de Europa, com uma pitada de Brasil e um pouco de Estados Unidos. Isso para citar apenas três influências. Não é à toa que a capital do Estado de New South Wales é um dos lugares que atrai mais imigrantes no mundo. Em Sydney, a vida ao ar livre é levada a sério. A cidade é conhecida por cultuar corpos sarados e bronzeados e por ser meca de surfistas. Nas 40 praias da baía perfeitamente recortada, turistas e sydneysiders, como são conhecidos os moradores de lá, disputam um espaço na areia e um lugar ao sol. Os pontos preferidos para se jogar ao mar são Bondi Beach e Manly, ao norte de Sydney, onde só é possível chegar de balsa, em uma travessia com uma vista de tirar o fôlego.
Saindo das praias, mas ainda na baía, o porto de Darling Harbour é o lugar onde ferve o agito turístico. É dali que se entra para o centro nervoso da cidade, o chamado Central Business District, ou CBD, onde uns poucos arranha-céus cortam largas avenidas. A região guarda os principais hotéis, restaurantes e bancos locais, além dos dois maiores cartões-postais da cidade, a Harbour Bridge e a Sydney Opera House. Passeios não faltam. Diversão e hospitalidade australianaNão é só de belezas naturais e construções grandiosas que vive a fama de Sydney. A cidade australiana tem um povo caloroso e uma atmosfera bastante amigável. Os sydneysiders são desencanados e quase sempre estão prontos para ajudar. A presença dos imigrantes, muitos deles brasileiros, também ajuda -não é difícil cruzar com alguém falando português pelas ruas de Bondi Beach, por exemplo. Para as horas de diversão e relaxamento, bares, baladas, pubs e restaurantes de todos os tipos e para todos os gostos fazem a cabeça dos viajantes. Entre as festas mais famosas de Sydney, está o Réveillon à beira da baía. Assim como no Rio de Janeiro, há uma enorme queima de fogos que costuma atrair milhões de moradores e turistas do mundo inteiro.Sydney é uma metrópole de muitas facetas, que nada deixa a dever as outras grandes cidades do mundo, como Nova York, Londres ou Paris. A distância é inegável, a cidade fica quase do outro lado do planeta, mas do que isso importa quando os encantos também são indiscutíveis?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apesar da onda de violência, turistas pagam para visitar favelas no Rio




Os "gringos", porém, não estão nem aí. Munidos de filmadoras e câmeras digitais, eles querem registrar algo que inexiste em seus países. A van de uma das empresas que organiza incursões por favelas do Rio os recolhe, em uma manhã ensolarada de domingo, na frente do Copacabana Palace. São europeus, norte-americanos e australianos. O destino do passeio? A comunidade da Rocinha. "Estamos indo a um lugar que muitos brasileiros consideram proibido", explica, em inglês, o guia Everaldo Costa, enquanto o veículo passa ao lado dos suntuosos edifícios da Gávea. "Alguns bairros da cidade têm padrões de vida com nível de primeiro mundo. Na Rocinha, a realidade é africana". A estrada serpenteia morro acima. Alguns metros antes do começo da favela, belas mansões ainda dominam o cenário. Mas a paisagem muda em segundos: "Agora estamos saindo do Canadá e entrando em Gana", compara Everaldo, quando a van cruza a fronteira entre dois mundos. Muitos moradores do bairro de São Conrado, vizinho da Rocinha, pagam o mais caro IPTU do Rio de Janeiro.



Na entrada da favela, uma montanha de lixo dá as boas-vindas aos turistas (dois caminhões coletores da prefeitura trabalham no local, mas parecem pequenos à sombra de tantos detritos). O mau cheiro avança para dentro do veículo. Todos descem em um lindo mirante que existe na Estrada da Gávea, já dentro da Rocinha. O Pão de Açúcar, o Corcovado e a lagoa Rodrigo de Freitas se unem em uma visão sublime, lá embaixo. O paisagista estadunidense Eric Papetti dá as costas à cidade maravilhosa e desenha, em seu caderno, as casas amontoadas umas sobre as outras que se estendem pelo morro. Dois moradores da favela, Reginaldo Teixeira e Adriano da Silva, tentam vender aos turistas, por R$ 35, pinturas de arte naïf, feitas por eles mesmos em pequenos quadros. Adriano, que tem apenas 17 anos, afirma lucrar com o "Favela Tour" até mil reais por mês. Reginaldo, por sua vez, diz que tal trabalho o mantém "afastado do crime". Nem tudo, porém, é bom agouro. O guia Everaldo Costa avisa, enfático: "Não tirem fotos de ninguém nem das vielas. Pode haver traficantes por ali", e chama a atenção de um dos turistas que insiste em apontar sua filmadora para todos os lados. Moto-taxistas (uma atividade não permitida no Rio de Janeiro, mas que funciona a pleno vapor dentro das favelas) cruzam alucinados, e sem capacete, as vias locais. Na vitrine de uma loja de caixões, um letreiro diz, tal qual uma promoção das Casas Bahia: "Funeral a partir de R$ 499". E pendurada em um poste cheio de ligações elétricas irregulares e dispositivos de internet banda-larga, uma placa informa: "Só Jesus livra do crack". A turista alemã Nina Gessner relata que já fez uma excursão parecida na Namíbia. Mas, mesmo assim, confessou que "sentiu-se culpada antes de fazer esse passeio no Rio". "Pensei que poderia parecer uma excursão ao zoológico, ficar observando a pobreza. Mas acho que é importante para conhecer o verdadeiro Brasil", opina ela. E a Rocinha, parte de um país famoso por seus contrastes, logo se transforma. O grupo entra na rua conhecida como Caminho do Boiadeiro, onde há uma animada e colorida feira dominical. Jovens anunciam CD's piratas e frutas de todos os tipos são vendidas a baixos preços. O aroma do lugar é doce, assim como o caldo da cana vendido a R$ 1,50 dentro de Kombis. Os turistas, perscrutados com curiosidade por alguns dos moradores, ficam interessados na barraca das jabuticabas. Ao fundo, dois violeiros tocam músicas nordestinas, odes ao Brasil e, é lógico, à Rocinha.


Verdade inconveniente x exploração da pobreza
O "Favela Tour" é um passeio requisitado. O fluminense Marcelo Armstrong, que se diz o precursor da atividade no país, conta que sua empresa atende, por mês, cerca de 900 turistas (cobra R$ 65 de cada um) e nega que a iniciativa explore a pobreza alheia: "Nosso objetivo é mostrar ao turista a realidade social do Brasil, que favela não é só violência". Segundo ele, parte do dinheiro arrecadado é repassado à ONG Para Ti, que dá educação a crianças e adolescentes da comunidade Vila Canoas. "Investimos R$ 46 mil na Para Ti em 2008". E continua: "Além do ganho financeiro, existe o benefício da mudança de imagem da favela, toca na auto-estima do morador". Mas o próprio Armstrong admite: "Quem faz a segurança dos turistas na favela não é a polícia, são os traficantes". Os estrangeiros querem saciar sua curiosidade sobre a miséria brasileira - e pagam para isso. E o "Favela Tour" não pode ser acusado de esconder as mazelas do país. Todas as explicações dadas aos visitantes são realistas: há a admissão de que o tráfico ocupa o lugar do poder público no controle das favelas do Rio (existem aproximadamente mil delas na cidade, onde vive 20% da população local), mas há a constatação de que apenas uma minoria desses moradores são bandidos. Trata-se de uma experiência verdadeira, sem dúvida. Só resta saber se os turistas voltarão para casa com um grande aprendizado ou com apenas um divertido filme de safári em mãos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Sagrada para tantas religiões, Jerusalém tem um lado moderno e laico que pouca gente conhece


A cidade sagrada para as três principais religiões monoteístas do mundo pode criar um efeito que já foi diagnosticado pela psiquiatria: a Síndrome de Jerusalém, que faz com que alguns visitantes subitamente passem a agir como se fossem reencarnações de São João Batista, por exemplo. Mas a grande maioria dos turistas tende a apenas ficar atônito diante da beleza de suas pedras douradas refletidas ao pôr do sol, da religiosidade e, por que não dizer, tensão política, que emanam de seus cerca de quatro mil anos de história.Há duas "Jerusaléns" dentro da cidade. A chamada "Cidade Velha", cujos limites são as muralhas e a "Cidade Nova", a parte de fora, que, no entanto, conta com alguns sítios históricos tão ou mais antigos que os compreendidos dentro da muralha. A Jerusalém da época do Rei David - hoje escavações que podem ser visitadas -, por exemplo, estão fora das muralhas. Alguns dos locais mais sagrados para o Cristianismo, como o Jardim das Oliveiras, também.Ocupando uma área de apenas um quilômetro quadrado, a Cidade Velha é dividida em quatro bairros - o Judaico, Muçulmano, Cristão e Armênio. No limite entre o quarteirão Judaico e o Muçulmano estão os lugares mais sagrados para cada um deles: o Muro das Lamentações e a Mesquita do Domo da Rocha, respectivamente. O local mais santo para o Cristianismo, a Via Sacra, com todas as suas estações, culminando no Santo Sepulcro, está espalhada entre os blocos Muçulmano e Cristão.


Todo esse caldeirão cultural torna a Cidade Velha uma verdadeira sopa de credos e costumes. Em vários pontos, a Via Sacra coincide com os souks - as ruas de comércio árabes --, de modo que cristãos de diversas linhas andam por entre lojinhas repletas de badulaques e cruzam com árabes, judeus ortodoxos e soldados israelenses carregando seus fuzis. Uma situação que pode parecer tensa, mas é só um dia normal no lugar mais peculiar do mundo.Uma cidade modernaClaro que visitar Jerusalém significa um mergulho no passado. Mas há também a parte moderna e laica dessa cidade de 700 mil habitantes - quase 10% da população do país - e que foi declarada capital em 1950. Principalmente no verão, os bares no centro da parte nova da cidade ficam cheios de jovens. E lugares como a Antiga Estação de Trem são boas pedidas para continuar a noite num país que é conhecido pelas baladas de música eletrônica. Nesse ponto, Jerusalém é bem menos animada que Tel Aviv, mas há onde sair.Outra coisa que você vai ter que fazer aqui é se embrenhar nos museus. Jerusalém tem alguns dos mais tecnológicos do mundo. O Yad Vashem ou Museu do Holocausto é muito triste, mas uma atração quase obrigatória. O Museu de Israel mostra um lado moderno e alto-astral do país. Aqui, até hospital pode virar atração turística. O Hadassah guarda as Janelas de Chagall, coleção de vitrais do artista russo. Jerusalém está bem no meio do país, o que a torna uma boa base para conhecer ao redor. A capital econômica do país, Tel Aviv, está a apenas uma hora em direção ao litoral. O Mar Morto fica a menos de duas horas. E Eilat, a cidade de veraneio às margens do Mar Vermelho, no extremo sul do país, pode ser alcançada a apenas quatro horas de automóvel.A uma altitude de 750 metros e com baixa umidade relativa do ar, mesmo no verão as noites de Jerusalém são frescas. No inverno - entre novembro e março - espere pegar um frio razoável, mas que dificilmente ultrapassa o zero grau. Mesmo assim, muita gente prefere visitar a cidade nesta época do ano, já que os preços de hotéis caem bastante. No alto verão - julho e agosto - tudo fica bastante tumultuado e caro. Fique atento também aos feriados religiosos judaicos, que, por seguirem o calendário lunar, mudam a cada ano. O site http://www.ou.org/ lista todos.