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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tiradentes, típica cidade histórica mineira tem casarões, igrejas e ladeiras de pedra


Menos badalada do que Ouro Preto e São João Del Rei, mas tão charmosa quanto as vizinhas, Tiradentes é um exemplo de organização e preservação. Fundada em 1702 pelo inconfidente João de Siqueira Afonso, a pequena e pacata cidade mineira fica aos pés da serra de São José e tem um dos mais belos conjuntos arquitetônicos do país. Entre ruas e ladeiras de pedra iluminadas por lampiões, o visitante encontra sobrados coloridos, casarões do século 18 e pequenas igrejas barrocas. Tudo muito bem conservado e tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional). Tiradentes foi palco de importantes lutas do período da Inconfidência Mineira. É também a cidade natal de Joaquim José da Silva Xavier, o próprio Tiradentes, mártir e grande líder do movimento que acabou dando o nome do município.Algumas das maiores atrações turísticas de Tiradentes estão concentradas no centro histórico. Um passeio pela rua Direita, a principal da cidade, não deixa dúvidas de que beleza é o que não falta por ali. As construções do período colonial dão um ar cinematográfico ao município. Na região, não dá para deixar de parar no museu Padre Toledo e na igreja Nossa Senhora das Mercês.Saindo do centro histórico, a dica é subir a colina de Santo Antônio para conhecer a Matriz de Santo Antônio, uma das mais belas basílicas de Minas. Todos que visitam Tiradentes, independente de suas convicções religiosas, têm motivos para passar por ali, seja pela rica decoração da capela ou pela bela vista da cidade do topo do morro. Uma segunda colina que merece o esforço da caminhada é a de São Francisco de Paula, onde fica a igreja de São Francisco de Paula e de onde se tem a melhor visão panorâmica do município.Para viajar no tempo, pegue o trem maria fumaça e percorra os 12 km cheios de história que separam Tiradentes de São João Del Rei. Já para apreciar a natureza, aposte nas trilhas da serra de São José. Ali, o que se vê é uma exuberante flora, uma rica fauna e dezenas de cachoeiras e riachos.Como se não bastassem as atrações históricas e naturais, Tiradentes oferece uma infra-estrutura para turista nenhum botar defeito. A cidade é famosa pela boa gastronomia e por lá se encontram restaurantes dedicados às mais variadas cozinhas, tanto nacional, quanto internacional. A culinária no município é levada tão a sério que todo ano acontece por lá o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia.Tiradentes é uma cidade para curtir a calmaria. Para se deixar perder entre passeios históricos, culturais e naturais. E para, ao fim do dia, fazer uma boa refeição em um restaurante charmoso e de preço acessível. Aproveite!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ilha de Páscoa, museu a céu aberto em pleno Pacífico Sul, é o lugar mais distante do planeta


Essa ilha está a 27°09' de latitude sul e a 109°26' de longitude oeste. Isso significa dizer que você está sobre o solo mais distante de qualquer lugar povoado do planeta, em pleno Oceano Pacífico, a 4.100 km do Taiti e a longos 3.700 km da costa da América do Sul. Ela está longe, mas não está sozinha.

A Ilha de Páscoa, cujo nome é uma referência ao domingo de Páscoa de 1722, em que foi (re)descoberta por navios ocidentais, é uma das três extremidades de um triângulo imaginário formado pela Nova Zelândia e pelo Havaí, ilhas localizadas na chamada Oceania Remota. Mais do que formar uma imensa área de milhões de quilômetros quadrados, esse conjunto de territórios distantes tem em comum a mesma origem polinésia e um certo gosto por histórias intrigantes.

E é ali, em Te Pito o Te Henua (no "umbigo do mundo", em língua rapa nui), que viajantes de bom gosto encontram os melhores e mais distantes mistérios de uma gente que decidiu ir longe para fincar, entre tantos outros enigmas, estátuas gigantes que parecem reverenciar seus criadores rapa nui.

Não há dúvidas de que essas belas esculturas feitas com rochas vulcânicas são o cartão postal mais divulgado de Páscoa. No entanto, as opções de atrações são tão variadas quanto os questionamentos formulados sobre essa pequena ilha de quase 170 km². As descobertas vão além dos olhares distantes dos moais.

A ilha é o topo de uma imensa cadeia rochosa que teria se formado há uns 3 milhões de anos e que se esconde a 3 mil metros no fundo do mar. Foi a partir de grandes explosões vulcânicas que surgiram lugares de beleza rara, em todo o mundo, como os vulcões Rano Kau e Rano Raraku.

É tanta energia concentrada em um pedaço tão pequeno de terra que até os polinésios vindos de rincões distantes escolheram aqueles lugares para seguirem seus rituais espirituais. E para apreciar esse cenário o esforço é mínimo, já que o ponto mais alto da ilha tem apenas 511 metros. Difícil mesmo é entender tanto mistério.
Sob aquelas pontas rochosas que um dia foram o berço de lavas quentes se escondem outro mistério de Páscoa: as cavernas subterrâneas interligadas por escuros e largos corredores naturais formados pela passagem, há milhões de anos, daqueles trabalhos vulcânicos. A princípio, entrar em uma delas pode parecer uma idéia amalucada de algum guia irresponsável. Mas quando os primeiros metros são ultrapassados, abrem-se amplos salões de pedras com janelões naturais com uma vista única do Pacífico.

A população rapa nui, que havia se multiplicado logo após a chegada dos primeiros habitantes na ilha, foi vítima de uma intensa escassez de alimentos em uma superfície com recursos limitados, dando origem a disputas internas que obrigaram muitos daqueles homens a se esconderem no interior dessas cavernas. E quem acaba ganhando nessa guerra é o visitante, que adiciona mais uma história no seu diário de bordo.

A controvertida trajetória de Rapa Nui, que em língua polinésia quer dizer "ilha grande", parece ter seu início com a chegada de um grupo proveniente da Polinésia com o objetivo de colonizar novas terras. Liderada pelo rei Hotu Matu'a, aquela gente teria chegado entre os séculos 4 e 8. Sua complexidade e organização deram origem, entre tantas outras histórias, a um dos mais intrigantes mistérios da ilha: os moais.

Primeiro, eram erguidos os ahus, as gigantes plataformas cerimoniais de pedra; e logo vinham as imensas estátuas com cabeças grandes e mãos sobre o corpo que eram encomendadas como homenagens aos chefes das tribos locais ou a ancestrais transformados em divindades. Acredita-se que essas construções aconteceram em três períodos: entre os anos 800 e 1000 d.C., entre 1000 e 1200 e, logo, entre 1200 e 1600, do qual pertencem a maioria dos moais encontrados, atualmente, em toda a ilha.

Mas como teriam chegado até ali aquelas imensas rochas vulcânicas talhadas de até 86 toneladas? Algumas pesquisas defendem a ideia de que eram transportadas sobre troncos que rolavam sobre o terreno irregular da ilha. Outras afirmam que estruturas feitas com pedras lisas ajudavam no transporte, assim como se movimentassem uma imensa geladeira. Mas a melhor das teorias é a que vem da tradição oral. Para ela, os moais, simplesmente, caminhavam.

Só mesmo o lugar mais distante do planeta para aproximar o mundo ocidental ao mais profundo da cultura polinésia.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Salvador recorda seus ancestrais africanos na comida, dança, música e fé


Salvador é, sem dúvida, uma das cidades mais belas do mundo. Por isso, e por outra série de características singulares, tornou-se também um dos principais destinos turísticos internacionais. Famosa pela sua história, pelo legado deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro, a capital baiana é cenário e objeto de estudo de profissionais de diversas áreas, há muitos anos. Atrai ainda visitantes de todos os cantos, que chegam trazidos pela melhor propaganda que já inventaram: a que se difunde experimentalmente, a famosa propaganda “boca a boca”.

No entanto, ainda que o turista seja atraído à capital da alegria da forma mais natural possível, pela própria riqueza que nela está contida, entendemos que a atividade turística é de extrema importância, hoje, para a nossa gente. E, por isso, buscamos cada vez mais qualificar os nossos equipamentos, os nossos serviços, de forma a fazer com que a estadia em Salvador seja, de fato, inesquecível. E que, mais do que encher os olhos que de quem aqui vem, faça com que o turista volte. Sempre.


Queremos acolher, abraçar o nosso visitante, oferecer-lhe as melhores condições, os melhores passeios, os melhores restaurantes e hotéis, os melhores roteiros e a melhor viagem. Queremos que ele se surpreenda em cada esquina, com cada história. Queremos que ele registre tudo isso não apenas nas câmeras e nos livros; mas na sua memória, onde residem os registros mais valiosos.

Por isso investimos tanto na cidade. Por isso temos uma capital limpa, moderna, arborizada, confortável, gostosa de se ver e se viver. Trabalhamos para isso todos os dias do ano. Melhorar ainda mais um lugar que já é um grande presente naturalmente. Quem vem a Salvador pela primeira vez se encanta e quer voltar. Quem mora aqui é naturalmente encantado e dificilmente sai. Paraíso selvagem e metrópole moderna num único espaço. Salvador é tudo isso e muito mais.

Experimente. Só quem experimenta Salvador da Bahia sabe o gosto que essa terra tem e entende por que a capital baiana é um dos principais destinos turísticos do mundo... Saboreie todos os cantos e todos os temperos dessa Feliz Cidade. Bem vindos à Capital da Alegria! Bem vindos à Salvador da Bahia!

Fonte: Site do Bureau de Turismo de Salvador

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Londres tem o charme de uma legítima capital européia



Londres (London,) é uma metrópole sem dono. Em seus metrôs, você verá indianos, árabes, norte-americanos, latinos, australianos, europeus em geral. Vai escutar tantos idiomas quanto não ouviria em qualquer outra cidade. Como em nenhum outro lugar, tem-se a sensação de que, se existe um centro do mundo, é aqui mesmo, a capital britânica. Londres é a síntese de Nova York, Paris, Tóquio, Bombaim, Sydney, São Paulo, muito no que há de melhor (como você verá ao longo do texto - ou conhecendo in loco), e um pouco no que há de pior (clima, poluição, tráfego arrastado, sem-teto) -acrescido do inconfundível estilo inglês (afinal, ainda faz parte da Grã-Bretanha). Explorar Londres merece no mínimo 5 ou 7 dias - mas talvez 1 ano fosse o ideal. O poeta Samuel Johnson disse "Quem está cansado de Londres está cansado da vida". Verdade. Existem centenas de opções para conhecer e aproveitar a cultura local: ótimos museus, parques bem cuidados, teatros, galerias, pubs, cafés, shows, feiras, mercados, livrarias, bibliotecas, atrações turísticas em geral. Sim, gasta-se dinheiro (e é para gastar, se é para deixar de aproveitar por extrema economia, melhor nem ir), mas também há muitas alternativas gratuitas. Estar em Londres é um investimento em sua viagem, e, sem exagero, em sua vida.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Com 20 praias, Costa do Descobrimento destaca-se por história e baladas


26 de abril de 1500, um domingo. Data da primeira missa rezada por portugueses em solo brasileiro, na Coroa Vermelha, ponto privilegiado da orla que a propaganda turística define como Costa do Descobrimento, na Bahia. O ponto de desembarque de Pedro Álvares Cabral e sua vasta comitiva é real e está ali até hoje. A Coroa Vermelha fica no município vizinho de Santa Cruz Cabrália, ao norte de Porto Seguro, destino campeão de vendas nos pacotes das agências de viagem e principal porta de entrada da Costa do Descobrimento. As multidões de turistas buscam diversão nas baladas diurnas e noturnas das cerca de 20 praias que pontuam a orla desde Arraial D´Ajuda, ao sul, até Santa Cruz Cabrália.
Arte UOLBanho de mar, quitutes regionais e badalação noturna são encontrados em centenas de pontos do litoral brasileiro. O diferencial em Porto Seguro é a intensidade da combinação: quem vai para lá parece mesmo disposto a fazer festa dia e noite, enquanto durar a viagem. Com tanta atividade tribal, solteiros só voltam de lá tristes se bater a inércia ou chover muito. Aliás, de março a maio é o período de chuvas mais freqüentes: melhor evitar. Na região de natureza exuberante, com verde cercado de azul por todos os lados, há hospedagem para todos os bolsos (são 37 mil leitos), desde as pousadas baratinhas do centro histórico até hotéis cinco estrelas e resorts com requinte de spa.Uma das marcas de Porto Seguro, além da história do Descobrimento, é a trilha sonora em volume alto: axé music, pagode, forró, reggae, samba, música eletrônica. O programa básico consiste em ir à praia de dia e voltar para a praia de noite, para luaus, shows de dança e festas decoradas com mesas de frutas, turbinadas com batidas e capetas, o drink típico. As calorias ganhas consumindo os deliciosos produtos de tapioca podem ser perdidas na praia mesmo, numa aula de lambada com aeróbica. As agências chegam a programar um passeio opcional por dia. Alguns são imperdíveis, como os trajetos de barco rumo aos recifes e corais, a subida ao mirante de Santa Cruz Cabrália e a visita aos pataxós na Reserva Indígena da Jaqueira. E não é preciso contar com guias para atravessar o rio Bunharém e bater perna no adorável vilarejo de Arraial D'Ajuda, com praias mais bonitas e desertas, bares mais charmosos e melhores restaurantes. História A Bahia é tão extensa que foi dividida em três capitanias hereditárias na primeira metade do século 16 (Bahia, Ilhéus e Porto Seguro). Tal sistema de administração pública lembra a pré-história da privatização: combalido, o Tesouro português passou a empreitada de erguer a colônia no Novo Mundo para 15 empreendedores-donatários, de Santa Catarina ao Maranhão. Porto Seguro passou pelo trauma de ver seu primeiro administrador, Pero do Campo Tourinho, ser devolvido preso a Portugal, acusado de heresia, em 1547. Por essa época, Ilhéus estava em guerra, dos indígenas contra os colonos, e coube à capitania mais ao norte, onde fica Salvador, receber e instalar o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Souza.Parte da história desses tempos ancestrais está impregnada nos monumentos, parques e prédios tombados. A Casa de Câmara e Cadeia de Santa Cruz Cabrália abriga as cartas náuticas dos primeiros navegadores. Mas história única, também trágica e violenta, está nas aldeias indígenas. Os pataxós que recebem visitantes em Porto Seguro são uma pequenina parte dos 215 povos indígenas brasileiros que sobreviveram a cinco séculos de condições adversas. No país, calcula-se que a população indígena não ultrapasse hoje cerca de 320 mil indivíduos, o tamanho de uma cidade média. Na Reserva Pataxó da Jaqueira, os anfitriões recebem os turistas vestidos a rigor, com pinturas pelo corpo. É uma festa, ou uma luta, ter a chance de mostrar a própria cultura, a que estava na terra desde antes. Mais do que umas horas para conhecer as danças, os cantos e rituais e ainda adquirir o artesanato e experimentar comidas e bebidas, a visita permite a rara oportunidade de ouvir dos próprios índios as suas histórias de sobrevivência na selva dos brancos, sem intermediários do além-mar.