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sábado, 26 de dezembro de 2009

Salvador recorda seus ancestrais africanos na comida, dança, música e fé


Salvador é, sem dúvida, uma das cidades mais belas do mundo. Por isso, e por outra série de características singulares, tornou-se também um dos principais destinos turísticos internacionais. Famosa pela sua história, pelo legado deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro, a capital baiana é cenário e objeto de estudo de profissionais de diversas áreas, há muitos anos. Atrai ainda visitantes de todos os cantos, que chegam trazidos pela melhor propaganda que já inventaram: a que se difunde experimentalmente, a famosa propaganda “boca a boca”.

No entanto, ainda que o turista seja atraído à capital da alegria da forma mais natural possível, pela própria riqueza que nela está contida, entendemos que a atividade turística é de extrema importância, hoje, para a nossa gente. E, por isso, buscamos cada vez mais qualificar os nossos equipamentos, os nossos serviços, de forma a fazer com que a estadia em Salvador seja, de fato, inesquecível. E que, mais do que encher os olhos que de quem aqui vem, faça com que o turista volte. Sempre.


Queremos acolher, abraçar o nosso visitante, oferecer-lhe as melhores condições, os melhores passeios, os melhores restaurantes e hotéis, os melhores roteiros e a melhor viagem. Queremos que ele se surpreenda em cada esquina, com cada história. Queremos que ele registre tudo isso não apenas nas câmeras e nos livros; mas na sua memória, onde residem os registros mais valiosos.

Por isso investimos tanto na cidade. Por isso temos uma capital limpa, moderna, arborizada, confortável, gostosa de se ver e se viver. Trabalhamos para isso todos os dias do ano. Melhorar ainda mais um lugar que já é um grande presente naturalmente. Quem vem a Salvador pela primeira vez se encanta e quer voltar. Quem mora aqui é naturalmente encantado e dificilmente sai. Paraíso selvagem e metrópole moderna num único espaço. Salvador é tudo isso e muito mais.

Experimente. Só quem experimenta Salvador da Bahia sabe o gosto que essa terra tem e entende por que a capital baiana é um dos principais destinos turísticos do mundo... Saboreie todos os cantos e todos os temperos dessa Feliz Cidade. Bem vindos à Capital da Alegria! Bem vindos à Salvador da Bahia!

Fonte: Site do Bureau de Turismo de Salvador

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Praia da Pipa se entregou ao desenvolvimento, mas natureza ainda é sua riqueza


Aliar turismo ecológico a investimentos em infra-estrutura hoteleira. Talvez este seja um dos desafios maiores para Pipa, distrito de Tibau do Sul, município localizado a 85 km ao sul de Natal, no Rio Grande do Norte. Local de passagem de tartarugas marinhas e golfinhos e dona de uma beleza natural singular, a praia se transformou nos últimos 20 anos, deixando de ser apenas uma vila de pescadores para dar lugar a um dos maiores atrativos turísticos do Nordeste, recebendo visitantes nacionais, da Europa e do resto da América Latina.Sem dúvida, Pipa deixou de ser aquela praia tipicamente nordestina das décadas de 1970 e 1980. Naquela época, o argumento ecológico de surfistas e ambientalistas era de ojeriza ao desenvolvimento, mesmo que sustentado. A idéia hedonista era curtir a beleza natural de praia semivirgem com a simplicidade de pousadas rústicas ou em casas de pescador, sem querer levar a modernidade e a parafernália da cidade grande para o local. Hoje em dia, o argumento ecológico ainda existe. Mas o desenvolvimento não pôde ser evitado. Europeus -principalmente de Portugal, Espanha, França e Itália-, uruguaios e argentinos montaram seus negócios em Pipa, além de brasileiros de vários cantos. Apesar do inconveniente que isto possa parecer aos mais puristas, Pipa tem conseguido preservar o seu maior patrimônio: a natureza. Suas praias com falésias acabam ficando protegidas de um viés privado: tal característica impede de certa forma a extensão dos empreendimentos até a praia, apesar de isso já acontecer em alguns lugares. A beleza de suas águas, a presença de golfinhos e tartarugas marinhas -estas vêm botar seus ovos em praias mais desertas- e o clima bastante agradável ainda são os itens mais importantes e é o que chama mais a atenção dos visitantes. Lógico que há uma série de restrições ambientais -que nem sempre são obedecidas, principalmente relativas à especulação imobiliária- tanto para quem quer montar seu negócio como para quem está de passagem. Mas elas nem chegam perto da rigidez de outros picos do Brasil, como Fernando de Noronha.
No entanto, parece existir a consciência que é preciso preservar ao máximo aquilo que traz dinheiro aos empresários do local: a riqueza natural.O que mais atrai a atenção do turista são as praias da região. Tem para todos os gostos: a da Mina (deserta, onde tartarugas botam seus ovos), do Madeiro (boa para surfe e para observar golfinhos), enseada dos Golfinhos (sua geografia é algo fabuloso), além da de Tibau do Sul e da lagoa Guaraíras. Outro destaque local é o Santuário Ecológico da Pipa, uma reserva florestal, que abriga, entre outras coisas, uma pequena cabana do Projeto Tamar. Já a gastronomia de Pipa reflete, com sua diversidade, o que é o local hoje em dia, oferecendo cozinha francesa, italiana, japonesa e portuguesa, além de creperias e parrilladas. Mas o regional não ficou de lado. A carne-de-sol ainda impera como comida tradicional. No meio de tantos restaurantes, é natural surgirem verdadeiras obras-primas da cozinha contemporânea. É o caso dos restaurantes Tapas e Camamo. Ambos possuem filosofia própria, desde a forma de servir até as receitas. Outro sinal de que a gastronomia se transformou em algo atrativo e lucrativo é o Festival Gastronômico da Pipa, que acontece geralmente nas duas primeiras semanas de outubro, oferecendo palestras e cursos ligados ao assunto, além de shows musicais. Diz a lenda que piratas portugueses vinham ao Brasil atrás da madeira nobre e do pau-brasil e atracavam na praia do Madeiro. Ali, acabaram tomando como referência geográfica uma pedra que fica logo abaixo de onde hoje é o Chapadão. Achavam que ela tinha um formato de barril de bebida, que em Portugal é denominado pipa. E assim ficou o nome. Bem mais tarde, entre as décadas de 1970 e 1980, surfistas e hippies começaram a desbravar diversos picos de surfe e chamaram a atenção para a bela natureza que existia ali. Hoje, Pipa faz parte de alguns circuitos do esporte, que acontecem na praia dos Afogados.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fortaleza tem belas praias, boa estrutura e vida noturna agitada


Fortaleza vem acumulando pontos entre os destinos prediletos do Nordeste graças à boa fama de sua vida noturna, animada de segunda a domingo. Mas os dias de sol escaldante não ficam atrás em atrativos, a começar pelo conforto das megabarracas da Praia do Futuro e pelo onipresente artesanato cearense."Dias de sol. Noites de som", atesta o slogan de uma famosa casa noturna. O turista dança forró, pagode e samba na companhia de centenas ou milhares de pessoas, ao ar livre e em ambientes fechados. A multidão móvel ajuda a esconder os passos desajeitados e abafa a timidez dos estreantes, se drinques como capetas e tangiroskas ainda não fizeram efeito.O clima festeiro e musical, portanto, pode ser comparado ao de Porto Seguro, outro pólo turístico. Só que Fortaleza é muitas vezes maior do que o balneário baiano: tem cerca de 2,4 milhões de habitantes, tráfego intenso, favelas nas redondezas e calçadões quilométricos na beira do mar, diante de hotéis e centros comerciais com dezenas de andares.Ainda que boa parte dos hotéis e restaurantes esteja concentrada entre as praias de Iracema, Meireles e Mucuripe, a poluição invariavelmente impede os banhos nesta região mais central do turismo. Quem quer se divertir na água o dia inteiro, sem riscos para a saúde, procura a Praia do Futuro e encontra por lá bônus de variada ordem.Nos últimos anos, algumas barracas de praia se transformaram em complexos de lazer. Foi-se o tempo em que conforto na beira-mar era ducha funcionando, cerveja gelada e sanduíche natural em caixa de isopor.
Na Praia do Futuro, a infra-estrutura pé na areia tem o requinte de salões de beleza com massagistas, lan houses e parques infantis. Sem contar os bares e restaurantes que servem lagostas e caranguejadas no capricho. A programação cultural ali inclui shows de música e humor nas noitadas diante das ondas.A rica paisagem de coqueiros, pontes, barcos, velas, bancos e faróis das praias mais urbanizadas merece ser desfrutada a partir do final da tarde. Em horário comercial, o asfalto de Fortaleza parece arder em brasas: carregue sempre protetor solar, chapéu e água. No início da noite, os calçadões das praias de Iracema e Meireles se enchem de moradores descontraídos, de abrigo e tênis, curtindo a brisa de casa com água de coco.O artesanato move o turismo e a economia do Ceará. A Central de Artesanato (CeArt) elenca dezenas de tipologias artesanais que caracterizam a produção das diferentes regiões do Estado. Na capital, nas feiras, lojas de shoppings, Mercado Central e Centro de Turismo, é possível comprar peças de bordados a mão ou a máquina, crochê, tecelagem, trançados, pinturas, objetos em couro, cerâmica, madeira e metal, flora regional, rendas de bilro, labirinto, filé e renascença. Entre outros.Na Praia de Iracema, uma grande escultura em ferro e fibra de vidro da heroína indígena de José de Alencar lembra que o Theatro José de Alencar também precisa ser visitado. As estruturas metálicas européias e os vitrais coloridos fazem de sua fachada um símbolo da cidade.De Fortaleza, de dia ou de noite, partem passeios para lugares míticos como Canoa Quebrada ou Jericoacoara. Em ambos dá para ver pequenas jangadas de pertinho e, com sorte, agendar um passeio. Nos livros escolares, as descrições de jangadas lembram embarcações resistentes, intrépidas, verdadeiros colossos enfrentando as ondas. Nas jangadas comuns dos pescadores cearenses, mal cabe um homem sentado.Pergunte a um jangadeiro o que ele faz quando aquele quadrado de troncos vira em alto mar, na madrugada, na escuridão, e sente na areia esperando por relatos de bravura, de afogamentos antológicos, de perda total de redes e peixes. A resposta virá sem qualquer traço de heroísmo, quase com indiferença, a mostrar que faz parte do trabalho cair da embarcação: "Eu desviro".