
O Canadá reserva surpresas. Prepare-se para conhecer um país onde nada é igual e, para onde for o seu olhar, ele fará uma descoberta. De pequenos lugarejos a grandes prédios como os encontrados nas metrópoles; de lagos a perder de vista a regiões montanhosas. Um país que aceita dois grandes idiomas: o inglês e o francês. Mas não é só na língua que ele se diferencia, seu povo também é especial. Segundo maior país do mundo, o Canadá é composto pelas províncias de Alberta, Colúmbia Britânica, Ilha do Príncipe Eduardo, Manitoba, Novo Brunswick, Nova Escócia, Ontário, Quebec, Saskatchewan, Terra Nova e Labrador, Territórios do Noroeste, Yukon e Nunavut. Terra do povo Inuit, e de sua maioria descendentes ameríndios. País da folha de bordo (Maple Leaf) e dos esportes de inverno, o Canadá emociona não só com sua geografia, mas também com sua história. As terras da província de Quebec foram descoberta pelo francês Jacques Cartier, em 1534, logo batizado de Kébec (passagem estreita). Mais tarde, a província ficou conhecida como Nova França e logo após expandir-se, o rei do país cedeu o território ao controle britânico. O resultado disso foi uma migração em massa de ingleses, irlandeses e escoceses.Porém esse controle nunca foi aceito por completo pelos franceses. Ainda mais depois do discurso inflamado do então presidente da França, general Charles de Gaulle, em 1967. É comum andar pela província de Quebec e encontrar a expressão francesa em placas de carro "Je Me Souviens" (Eu me lembro, eu me recordo), representando a vontade do povo quebequenho em afirmar a história e a herança francesa na região. O sentimento separatista não foi embora com o passar dos anos. Prova disso foi o resultado do último plebiscito realizado em 1995, onde um pouco mais de 50% da população de Quebec quis permanecer parte do país chamado Canadá.

A maior cidade desta província, Montréal, é também a segunda mais populosa do país. Rodeada pelo rio São Lourenço, em seu centro é onde está localizado o "Monte Real". Dividida por ruas bem alinhadas, é fácil se orientar. O sul começa no rio São Lourenço, os números crescem quando se caminha rumo ao norte. O ponto que dividirá as ruas em leste e oeste será o boulevard St-Laurent.A parte mais antiga da cidade é chamada de Velha Montréal. É também onde encontra-se o porto. Ali, prédios históricos, bons restaurantes e passeios de bicicleta com a família fazem-se presentes. O downtown de Montréal traz também Chinatown e Little Italy, e é onde você poderá respirar mais aliviado, se sua situação ecônomica não permitir muita extravagância, e onde estão os museus da cidade. A região chamada Plateau (Planalto) é um dos lugares mais habitados de Montréal. Casas de estilo vitoriano, cafés, livrarias, galerias de arte e a universidade McGill colaboram para o clima boêmio desse bairro que se estende a dois outros: Mile-End e Outremont. Perfeito para um brunch no domingo. Mais afastada do centro estão as regiões de Cote-des-Neiges, que abriga o morro Monte Real, e Maisonneuve, onde se encontram os parques, como o Jardim Botânico.Prepare-se para andar. Não há como conhecer Montréal sem uma boa caminhada. Você descobrirá uma cidade cheia de história, com ruas de paralelepípedo, carruagens e muita cultura que transborda pelas ruas. Prepare-se para os mercados a céu aberto e a noite de Montréal. Organize também a sua dieta, pois alguns quilos você deve ganhar. E deixe que a beleza natural, a cultura do lugar e a simpatia desse povo invada seu coração.















Mas a época mais importante em termos econômicos para Belém foi o ciclo da borracha, no final do século 19 e início do 20. Com o dinheiro que vinha da matéria-prima, a capital do Pará passou a importar costumes, mão-de-obra e investimentos estrangeiros. Famílias de franceses, portugueses e japoneses vieram residir na cidade, trazendo um pouco dos costumes da Belle Époque: a cidade passou a ser conhecida como Paris n´América. Datam dessa época diversas construções e palácios, como o Theatro da Paz (1878), o Palácio Antônio Lemos e o Mercado Ver-o-Peso. Por se situar próxima à floresta amazônica e na linha do Equador, Belém é quente e bastante úmida por conta das chuvas que caem quase todos os dias. Não é exagero a velha lenda que diz que o cidadão de Belém marca encontros com a referência de horário sendo "depois da chuva". BiodiversidadeAfora a parte histórica da cidade, Belém tem um circuito de ecoturismo bastante desenvolvido. O Parque Zoobotânico Emílio Goeldi, o mais tradicional de todos os que existem na capital, continua a ser fantástico não só como instituição científica, mas também por conseguir criar um pouco do ecossistema da Amazônia dentro de Belém. Além do Goeldi, há o Mangal das Garças, criado em 2005 e que reúne também um pouco da fauna amazônica, mas sem a densidade da mata, pois o seu ambiente é bem mais paisagístico e arquitetônico. Nem por isso deixa de ter sua importância, além de ser um passeio agradável e com uma vista interessante de cima dos 47 metros de altura do Farol de Belém. A 20 quilômetros da cidade, existe ainda o recém-criado Bioparque Amazônia, este sim mais espaçoso e com diversos ecossistemas diferenciados em toda a sua área. Se tiver tempo e disposição para conhecer o litoral do Pará, vai ter uma surpresa ao chegar à Ilha de Algodoal. O local reserva praias desertas e um ecossistema que mescla litoral com a natureza amazônica, sem falar nas dunas, lagoas e igarapés que existem na região. As quatro horas de viagem de ônibus até Marudá valem a pena. A começar pela viagem de barco para chegar à ilha (não há acesso para carros).
Igreja de Santo Antônio (1606) 