domingo, 18 de outubro de 2009

Cultura, entretenimento e boa comida são alguns dos inúmeros atrativos de 'Sampa'


É impossível não se surpreender com uma cidade que abriga mais de 10 milhões de habitantes. A 'Terra da Garoa', como foi carinhosamente apelidada, é uma cidade de incontáveis opções. Tantas são elas que parece haver uma para cada pessoa que descobre essa gigante e que, aos poucos, por São Paulo vai se apaixonando.Muito além de ser somente um centro financeiro, a capital paulista recebe visitantes não apenas a negócios. Com particularidades que a equiparam às mais importantes metrópoles do mundo, São Paulo é um verdadeiro banquete para todo amante de eventos culturais, boa música, arte, gastronomia e, até mesmo, para aquele que só quer aproveitar o fim de tarde e contemplar o pôr do sol sob a sombra de uma árvore.Conhecer a São Paulo do Brás, do Bixiga; a São Paulo do passeio a pé na Paulista; dos barzinhos da Vila Madalena; a São Paulo das feiras de rua; do centro, Anhangabaú, Sé e suas histórias; a São Paulo do 'Ibira'; do café da manhã na 'padoca'. Conhecer essa São Paulo dos paulistanos da Mooca deveria ser obrigação de todo viajante brasileiro ou estrangeiro para que, no período de uma visita à capital, tenha uma aula de como é possível juntar tanta gente diferente, única e interessante e que tem orgulho de dizer que mora aqui. São Paulo é uma verdadeira aula de Brasil.


Gastronomia, arte e vida noturna

Está à procura de um restaurante tailandês, indiano ou marroquino? Aqui tem. São Paulo possui cerca 12,5 mil restaurantes, de 52 tipos e etnias. Dos tradicionais bairros Bixiga, com sua comida italiana; Liberdade, reduto da colônia japonesa na cidade; às preferências gastronômicas 'alternativas', é possível encontrar os melhores locais para os amantes da boa mesa.Aqui também estão as obras de arte mais importantes do Brasil. Masp, Pinacoteca do Estado, Museu de Arte Moderna, Museu de Arte Sacra, Museu do Ipiranga e Museu Brasileiro de Escultura são alguns dos 88 museus existentes na cidade. Além das inúmeras galerias de arte e espaços alternativos de cultura. Se a idéia é se divertir em um espetáculo, São Paulo oferece opções que vão do erudito ao popular, dos antiquados aos descolados. São 120 teatros, 39 centros culturais e sete casas de espetáculos.


Para aqueles que procuram boas baladas, São Paulo é o lugar. Além da conhecida Vila Madalena, reduto de bares e botecos que agradam qualquer gosto ou estilo, São Paulo tem algumas das melhores casas noturnas do mundo. Conhecidos internacionalmente pela boa música, assumem as pickups das casas da Rua Augusta, Vila Olímpia, do bairro da Barra Funda, DJ's renomados do circuito e que não deixam a bola cair enquanto o sol ainda não está bem alto lá fora. Museu a céu abertoNos moldes do famoso cemitério parisiense Père-Lachaise, São Paulo possui uma importante referência em arte tumular. O Cemitério da Consolação, mais antiga necrópole em funcionamento na cidade, é um verdadeiro museu a céu aberto. Há 150 anos era o único da cidade e abrigava a população em geral. Com o passar do tempo, se tornou o lugar de descanso da elite paulistana e, além da preciosidade das obras que adornam os jazigos, começou a receber túmulos de inúmeras personalidades. Dentre elas estão nomes como os da Marquesa de Santos, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Monteiro Lobato, Campos Sales e Mário de Andrade.Com a prosperidade da cafeicultura e o surgimento da elite dos barões de café, o cemitério passou a abrigar obras de arte produzidas por escultores de renome. Rodolfo Bernadelli, Victor Brecheret e Bruno Giorgi são alguns dos artistas responsáveis por toda beleza que se vê adornando os túmulos e mausoléus do local.

Eventos

Quer encontrar a sua tribo? Marque um encontro em São Paulo. Isso foi o que fizeram cerca de 3,5 milhões de pessoas que se reuniram na última Parada Gay realizada na cidade. O número de participantes foi maior que o evento de Nova York, que reuniu pouco mais de um milhão de pessoas, e o de Toronto, que contou com 900 mil participantes.Além da Parada do Orgulho GLBT, outro evento em acelerado crescimento é a Virada Cultural. Inspirada nas Nuits Blanches (Noites Brancas) parisienses o evento realizado pelo poder municipal reúne shows, teatro, espetáculos de dança, circo, literatura e exposições, em 24 horas ininterruptas de atividades. A maior parte dos palcos se concentra no centro histórico e, além das atrações, a Virada Cultural é uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais da capital paulista à noite.São Paulo sedia ainda festivais de música eletrônica como o Skol Beats, o festival de rock, jazz e MPB Tim Festival, a Corrida Internacional de São Silvestre, o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos e muitas outras feiras e festas ao longo do ano.Passeios e atividades ecológicasSe a viagem de negócios possibilita dar aquela esticadinha, não deixe de visitar alguns locais em São Paulo. Passear pelo centro é uma boa opção para os que desejam conhecer os marcos arquitetônicos da cidade: lá estão o Edifício Copan e o Edifício Itália, duas das construções mais importantes e conhecidas da cidade.Também vale visitar a avenida Paulista, as feirinhas espalhadas pelos vários bairros da cidade, a Estação da Luz e o Mercado Municipal, com seus famosos pastéis de bacalhau e sanduíches de mortadela.Para aqueles que buscam o contato com a natureza ou querem manter a forma com uma boa caminhada, o parque Ibirapuera, que fica bem perto do centro da cidade, é uma ótima opção para descanso e lazer.




Além dele, existem outros 53 parques e áreas verdes na cidade, como o parque Trianon, na avenida Paulista, o Horto Florestal e o Parque Estadual do Jaraguá, que exige boa forma daqueles que se aventuram por seus 45 mil metros quadrados de extensão.Se a viagem inclui crianças e adolescentes - ou até adultos mais animados -, é interessante se preparar para uma visita a alguns dos parques temáticos da cidade. Para os pequenos, São Paulo oferece o Parque da Mônica e o Betinho Carrero. Também são opções o zoológico, o zoo safári, o Playcenter e o Hopi Hari.

Compras e negócios

São Paulo é considerada a capital sul-americana do consumo por sua diversidade de estabelecimentos e produtos comercializados. Se em sua carteira há apenas alguns reais ou, se o limite do cartão de crédito vai às alturas, a cidade tem algo a oferecer sob medida para você.

Da Oscar Freire à José Paulino, são cerca de 240 mil lojas, mais de 60 shoppings e 59 ruas especializadas em 51 segmentos.A capital paulista também é destino de negócios. Os principais encontros e 75% das grandes feiras nacionais são realizadas aqui: são cerca de 90 mil eventos por ano - um a cada seis minutos. Somando o número da movimentação comercial autóctone com as que a cidade sedia, São Paulo é responsável por 15% do PIB brasileiro.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Charmosa e badalada, Ilhabela conquista visitantes com encantos naturais e alto astral



A prancha de kite voa baixo na superfície d'água, quase não encosta de tão rápido que passa, e os saltos chegam a uma altura respeitável, com direito a muitas manobras. O céu, salpicado de pipas coloridas (velas com formato de paraquedas), fica alegre, tanto faz se há sol ou não, o importante para os velejadores de kitesurfe, modalidade que mistura surfe, voo livre e windsurfe, é que, no canal que separa ilha e continente, há muito vento. E dos bons, constante e forte. Outro tipo de vela, a dos barcos oceânicos, toma conta da paisagem durante todos os meses de julho desde 1973. É a Semana de Vela de Ilhabela, agora patrocinada por uma importante marca de relógios, com barcos e tripulações de todos os cantos, acompanhados por muitos cifrões. A vocação e comprometimento com o esporte é grande, basta notar nos adesivos que circulam nos carros: duas velinhas coloridas desenhadas são o símbolo da cidade. Logo abaixo, lê-se o slogan oficial: Ilhabela Capital da Vela.

A mais charmosa e badalada ilha do litoral paulista conquista visitantes com seus encantos naturais e alto astral. Caso do navegador Américo Vespúcio, de passagem por aqui em 1502, quando já afirmava que "se realmente existisse um paraíso na Terra, certamente estaria muito próximo a esta região".Mas suas baías, abrigadas do mar aberto e invisíveis para os que navegam ao largo, já serviram de refúgio e esconderijo a velejadores nem um pouco amigáveis --aqueles de bandeirinha preta, caveira e ossos no tope do mastro. Entre os séculos 16 e 19, famosos piratas e corsários (estes últimos a serviço da Coroa) infernizaram o pedaço, saqueando vilas e tomando as cargas preciosas dos navios que ousavam se aventurar por estas águas. Além de muito trabalho, os ingleses Thomas Cavendish, Francis Drake, Anthony Knivet, e o francês Duguay-Trouin, deram origem a muitas lendas e material farto para o imaginário popular. Os ataques eram tão frequentes que para se defender, Portugal precisou construir sete fortificações nos dois lados do Canal de São Sebastião, com sistema de tiro cruzado por canhões.Em tempos mais amenos, o maior tesouro de Ilhabela está ao alcance de todos. Percorrendo o litoral recortado, são nada menos que 40 praias e centenas (você leu certo) de cachoeiras a explorar. No imponente relevo montanhoso, picos quase sempre cobertos por nuvens ultrapassam a marca de 1.300 metros. E a mata atlântica da ilha, cobrindo 85% do município, tem a proteção do Parque Estadual de Ilhabela. Um privilégio, considerando que, no total, a área remanescente em nosso país é de apenas 7% da cobertura original. As praias voltadas para o continente são badaladas e urbanizadas do jeito que estamos acostumados: asfalto, ciclovia, TV a cabo, internet e sinal de celular. No centro histórico conhecido por Vila (do antigo nome da ilha, Villa Bella da Princesa, em homenagem à irmã de D. Pedro I), luxuosas pousadas, cafés, lojas sofisticadas, bares e restaurantes da moda contam com serviço de primeiríssima qualidade.Esse luxo todo vai até aonde o asfalto durar. Daí em diante, só se chega de jipe (em Castelhanos), por trilhas ou barco. E nada de comunicação, notícias e chateações do mundo exterior. Desligamento total. Para desbravar o lado mais intocado da ilha e suas praias selvagens, basta um pouco de disposição (e muito repelente, pois os sedentos borrachudos adoram visitas). A natureza e a magia do lugar se encarregam do resto, enfeitiçando o visitante.A comitiva local de boas vindas vai se apresentando à medida que avançamos pela mata. Com um pouco de sorte, tucanos, maritacas, arapongas e pica-paus são avistados, participando da trilha sonora da floresta. De galho em galho, por majestosos jequitibás, jatobás, guaperuvus, cedros e ipês, a macacada grita escandalosa. Até a jaguatirica, ameaçada de extinção, é vista por estas bandas, entre espécies que só existem aqui --caso do cururuá, um roedor peludo e cheio de espinhos. Nas praias mais remotas, comunidades caiçaras vivem isoladas do resto do mundo, mas em sintonia fina com a natureza. Conservam tradições, costumes e técnicas de caça e pesca que só eles conhecem. Diferentes no modo de falar (alguns trocam o "v" pelo "b", como em "bassoura"), e mestres na arte de construir as seculares canoas de voga (feitas de um único tronco de árvore), muitos têm os cabelos loiros e olhos azuis (seriam eles descendentes de piratas? Ou de náufragos?).Mistérios e lendas à parte, o fundo do mar lembra os reais perigos de navegação ao redor da ilha em uma coleção de mais vinte naufrágios, uma festa para os mergulhadores. Quem é credenciado para mergulho autônomo (com cilindro de ar comprimido), pode ir a fundo e conhecer de perto navios como o brasileiro "Atílio" (1905), o britânico "Whator" (1909) ou o transatlântico espanhol "Príncipe das Astúrias" (1916), isso sem falar de uma exuberante vida marinha.Além dos encantos naturais, acima e abaixo d'água, há outra coisa marcante na ilha, principalmente nos feriados e temporadas de férias. É a fila de carros para a travessia da balsa, por vezes quilométrica... Mas não se preocupe, para isso o lado "civilizado" já providenciou a solução. Com antecedência, marque horário na balsa (serviço pago), "fure" a fila e seja feliz. No embarque, ainda em São Sebastião, só fica faltando a placa: Paraíso a 6km.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sede da Copa do Mundo de 2010, Cidade do Cabo tem o exotismo africano e muito mais


A Cidade do Cabo encanta não só os apaixonados, como é conhecida há anos, mas todos aqueles que amam as coisas boas da vida. A primeira impressão que se tem ao ouvir falar de uma cidade africana é de um destino cheio de exotismo, vida selvagem e natureza, certo? Pois isso é só o começo do que você poderá desfrutar ao visitar a Cidade do Cabo, segunda maior cidade da África do Sul, um dos dez mais procurados destinos turísticos do mundo. Descoberta em 1488 pelo português Bartolomeu Dias, que explorava os mares em direção às Índias, a região logo foi tomada pelos holandeses e ingleses, presentes na região até hoje. A surpresa começa pela disposição geográfica única, a cidade rodeia o pé de uma montanha, a Montanha da Mesa (do inglês Table Mountain), que leva este nome por apresentar justamente o formato de uma mesa, seguida de uma formação rochosa com 12 picos, que foi denominada pelos locais como "os 12 apóstolos". Não espere encontrar uma cidade muito grande, na verdade a região metropolitana da Cidade do Cabo, mesmo sendo considerada a segunda maior população da África do Sul, limita-se pelo contorno da Montanha da Mesa com o oceano Índico ao fundo de um lado e o oceano Atlântico do outro, fazendo que seu crescimento seja bastante controlado. Nos seus arredores, há o Cabo da Boa Esperança, o ponto mais distante do continente africano em direção à Antártida.O estilo da cidade é colonial e traz charme para seus edifícios e prédios públicos (o poder Legislativo da África do Sul tem a Cidade do Cabo como sede), bem como museus de diversas comunidades, como os judeus e os muçulmanos.
O passado contrasta com a modernidade e as grandes highways da cidade, bem como o complexo beira-mar de shoppings, hotéis, restaurantes e outros passeios, chamado de V&A Water Front, logo trarão a imagem de uma cidade contemporânea e cosmopolita, o que traz conforto e praticidade para quem a visita. Ainda no ritmo de modernidade, a cidade oferece empreendimentos como o Canal Walk, espécie de shopping center gigantesco em meio a canais fluviais que são interligados a condomínios residenciais, comerciais, áreas de lazer e shopping centers com praças de alimentação e outras opções de entretenimento, modelo que esta se tornando muito comum em toda África do Sul.Localizada na província de Western Cape, a Cidade do Cabo também é conhecida pela liberdade de expressão proveniente de um país em constante transformação. Reduto de artistas de todo o continente africano, a sociedade local abre espaço para o público GLS (o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido na África do Sul) e recebe centenas de turistas que realizam seus casamentos na atmosfera amigável e romântica da cidade.Você poderá surpreender-se com a infra-estrutura e a organização logo ao chegar à África do Sul. Sede da Copa do Mundo de 2010, o país enfrenta um acelerado processo de modernização de infra-estrutura pública e hoteleira, que prevê novos aeroportos, estradas e áreas de lazer. Você terá a impressão de estar visitando um país desenvolvido da Europa ou América do Norte. Porém, lembre-se que você está em um país em desenvolvimento, que possui favelas e áreas com risco de crime, todas elas localizadas em regiões marginais à cidade, bem longe do convívio urbano.O clima da Cidade do Cabo, no entanto, não é exatamente o que brasileiros estão acostumados para uma cidade praiana. Sua localização geográfica está exatamente no meio da corrente de ar que vem da Antártida, ou seja, mesmo com dias ensolarados e bonitos, os ventos (muito comuns na primavera) e as brisas fazem a temperatura girar entre 4 e 12 graus no inverno e 15 e 29 graus no verão. Note que esta mesma corrente traz uma área de instabilidade que cobre geralmente o topo da Montanha da Mesa, principalmente no outono e no inverno. Muita gente visita a cidade e vai embora sem ver a montanha, o principal cartão-postal da cidade. Portanto é bom você checar o clima antes de decidir seu passeio, para evitar frustrações, consulte sempre a previsão no Weatheronline (21 424-8181).Stellenbosch É considerada um dos principais destinos turísticos nas redondezas da Cidade do Cabo por concentrar o maior número de vinícolas do país. Conhecida como a "rota do vinho", a cidade e toda sua região oferecem cinco sub-rotas com mais de 200 produtores de vinho que são visitadas por turistas de todo mundo, há mais de 30 anos. Mas não se preocupe com tanta fartura, o departamento turístico local oferece mapas com todas as informações sobre cada vinícola e o caminho de todas as rotas para que você possa desfrutar daquela que escolher.

Algumas dicas e boa viagem: Alugue um carro, você ficará livre para decidir seus passeios e é muito barato. Coma frutos do mar na Cidade do Cabo, pois além de baratos estão entre os melhores do mundo, aproveite um almoço em Camps Bay para fazer isso e peça vinho branco sul-africano para acompanhar. Almoce no Groot Constancia, a mais antiga vinícola da África do Sul. Para os amantes de boa música, vá jantar no Green Dolphin Restaurant, em V&A Waterfront, para fazer uma imersão no jazz sul-africano bacana.

domingo, 27 de setembro de 2009

Capital do Maranhão e do reggae, São Luís é banhada por mar, rio e por muita cultura


São Luís é capital do Maranhão e do reggae ao mesmo tempo. Banhada por mar e rio, a cidade que no século 19 se cobriu de azulejos portugueses para melhor resistir ao calor da zona equatorial virou também sinônimo de Patrimônio Cultural da Humanidade.O título veio uma década atrás, em 1997, quando a Unesco confirmou o Centro Histórico como "testemunho excepcional de tradição cultural". Somando-se os tombamentos federal e estadual, são cerca de 3.500 edificações dos períodos colonial e imperial, entre sobrados, palácios, igrejas e casas de porta e janela, em diferentes estados de conservação.Uma visita ao bairro da Praia Grande, antiga zona portuária, costuma começar pela rua Portugal, onde sobrados de até quatro pavimentos são revestidos de cerâmicas coloridas de cima a baixo. O azulejo ajuda a refletir os raios solares, protegendo os moradores do calor e também conservando as fachadas contra as chuvas torrenciais do primeiro semestre. Em São Luís, o calor e chuva não são para amadores.O reggae de inspiração jamaicana se impõe entre as animadas manifestações culturais da região e compete com o bumba-meu-boi em popularidade e lazer para multidões. Existe até o Dia Municipal do Regueiro: 5 de setembro. Cultura negra onipresenteFundada por franceses em 1612 e reconquistada pelos portugueses três anos depois, a capital está localizada na parte ocidental da Ilha de São Luís, no Golfão Maranhense. Os rios Bacanga e Anil banham a região central, compondo uma bonita paisagem com o Palácio dos Leões, antiga fortaleza. No sentido centro-bairro, a partir da ponte Presidente José Sarney começa a orla com as principais praias: Ponta d´Areia, São Marcos, Calhau.Com cerca de 960 mil habitantes, São Luís pode ser comparada a capitais como Salvador e Rio de Janeiro quando o assunto é a força da cultura negra, presente nas festas populares e rituais afro-brasileiros. Exu, tranca-rua, Ogum, encruzilhada, Casa de Nagô e pomba-gira, por exemplo, são termos das canções de Zeca Baleiro e Rita Ribeiro, dois artistas do Maranhão, terra natal da cantora Alcione e dos poetas Gonçalves Dias e Ferreira Gullar.Em 2007, a dança tambor de crioula, que homenageia São Benedito, foi promovida a Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, um título já concedido pelo governo federal a outras preciosidades como o frevo pernambucano e o ofício das baianas do acarajé. A história da escravidão também constrói o tambor de mina, o nome para a religião afro-brasileira local. Na costa africana, os escravos eram embarcados desde o Porto de São Jorge Del Mina, e o termo passou a identificar etnias da população negra.No enredo do bumba-meu-boi, duas das figuras principais são escravos: Catirina e o marido que, tresloucado de amor, mata o boi do patrão para que a mulher, grávida, realize o desejo de comer a língua do bicho. A festa junina do "boi" tem a complexidade dos diversos sotaques, os ritmos de zabumba, matraca ou orquestra, e uma infinidade de cores e brilhos nas roupas e adereços dos participantes.Museus como Casa do Maranhão, Cafuá das Mercês e Centro de Cultura Popular oferecem aos turistas uma ótima oportunidade de conhecer melhor a história das festas e rituais. Além de protegê-los contra o calor em ambientes refrigerados.Não bastasse a ausência da cor azul que marca as águas da orla nordestina, as principais praias de São Luís são poluídas, resultado de prolongado descaso com o saneamento básico. A má notícia foi confirmada em 2007 numa pesquisa da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) que detectou índices de coliformes fecais muitas vezes superiores aos recomendados pela Organização Mundial de Saúde. O problema se verifica em praias como Ponta d´Areia, São Marcos, Olho d´Água e Calhau, próximas do centro. A maré sobe ou desce a cada seis horas, um espetáculo para ser assistido de longe. Moradores bem-informados preferem a distante Araçagi para banho.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Londres tem o charme de uma legítima capital européia



Londres (London,) é uma metrópole sem dono. Em seus metrôs, você verá indianos, árabes, norte-americanos, latinos, australianos, europeus em geral. Vai escutar tantos idiomas quanto não ouviria em qualquer outra cidade. Como em nenhum outro lugar, tem-se a sensação de que, se existe um centro do mundo, é aqui mesmo, a capital britânica. Londres é a síntese de Nova York, Paris, Tóquio, Bombaim, Sydney, São Paulo, muito no que há de melhor (como você verá ao longo do texto - ou conhecendo in loco), e um pouco no que há de pior (clima, poluição, tráfego arrastado, sem-teto) -acrescido do inconfundível estilo inglês (afinal, ainda faz parte da Grã-Bretanha). Explorar Londres merece no mínimo 5 ou 7 dias - mas talvez 1 ano fosse o ideal. O poeta Samuel Johnson disse "Quem está cansado de Londres está cansado da vida". Verdade. Existem centenas de opções para conhecer e aproveitar a cultura local: ótimos museus, parques bem cuidados, teatros, galerias, pubs, cafés, shows, feiras, mercados, livrarias, bibliotecas, atrações turísticas em geral. Sim, gasta-se dinheiro (e é para gastar, se é para deixar de aproveitar por extrema economia, melhor nem ir), mas também há muitas alternativas gratuitas. Estar em Londres é um investimento em sua viagem, e, sem exagero, em sua vida.

domingo, 20 de setembro de 2009

Querida do turismo de negócios, Curitiba valoriza parques e praças e sedia festivais culturais


Capital sulista, de frio intenso no inverno, Curitiba lembra Buenos Aires e cidades européias na valorização e na beleza de seus parques e praças. São dezenas de áreas verdes, de todos os tamanhos, com atrações que se multiplicam. Lagos, chafarizes, jardins, trilhas, mirantes e quedas d'água iluminando pedreiras, museus, aves, peixes, pontes, esculturas, brinquedos infantis. Parques e praças curitibanos mudam de cor a cada estação e enchem os olhos dos turistas. A metrópole paranaense tem 1,8 milhão de habitantes e, segundo pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) da USP (Universidade de São Paulo) em 2007, é a terceira cidade brasileira mais procurada por estrangeiros para o turismo de negócios e eventos. No topo deste ranking estão São Paulo e Rio de Janeiro. Contribuem para a destacada posição as redes hoteleira e gastronômica, os serviços de transporte público e inovações arquitetônicas, como a integração de centros de convenções a shopping centers. Fica tudo perto, fácil, rápido.Os parques também divulgam a marca da imigração. O Bosque Alemão homenageia os pioneiros de 1833 e o Bosque do Papa celebra os poloneses e a nacionalidade de um visitante ilustre, Karol Wojtila, o papa João Paulo 2º. O primeiro de todos os parques da cidade, o Passeio Público, de 1886, guarda o Memorial Árabe, enquanto o Parque Tingüi abriga coleções de pessankas (o ovo pintado, símbolo da ressurreição) e imagens sacras no Memorial Ucraniano. No Paraná residem 90% dos ucranianos e descendentes que estão no Brasil.Bowkalowski, Wolochtchuk, Kulczynskyj, Leminski, Rischbieter, Modkowski, Kozak, Krajcberg, Recchia, Stellfeld. Em qualquer sala de aula de Curitiba há uma lista de chamada composta de tais sonoridades. Os sotaques e as culturas dos imigrantes impregnam a visita a esta cidade brasileira de gostos e ritmos internacionais. As copiosas refeições italianas no bairro Santa Felicidade têm banquetes eslavos como concorrentes, no Setor Histórico. Na programação regular de espetáculos há flamenco e danças polonesas.E, para beber, vodca. Nem o vinho dos gaúchos, nem os chopes dos catarinenses. De fabricação regional, russa ou finlandesa, a vodca ajuda a enfrentar o clima subtropical. Mesmo nos meses de verão a temperatura pode baixar de 20ºC. E, no inverno, chega a zero ou menos nas madrugadas.Não é difícil conhecer parte de Curitiba em passeios a pé, por conta das calçadas largas, arborizadas, e das ruas e avenidas bem sinalizadas. Mas não dispense os ônibus, que compõem a identidade da capital. A praça Rui Barbosa, por exemplo, concentra dezenas daqueles tubos transparentes para embarque e desembarque. As linhas são integradas num único bilhete. Aos domingos, as passagens têm desconto.A Linha Turismo é um serviço especial, mais caro e confortável, que funciona de terça a domingo. O ônibus percorre 25 pontos de interesse em duas horas e meia, sendo que o bilhete dá direito a quatro reembarques. Vale a pena fazer o trajeto logo no primeiro dia na cidade, para ter uma idéia das distâncias. Cartão-postal com estufa e canteiros geométricos, o Jardim Botânico está entre os mais concorridos. O Teatro Guaíra surge no roteiro logo após o Mercado Municipal. Parecem estar próximos, mas uma caminhada se revela longa, são dez quarteirões. A Ópera de Arame fica a meia hora, de ônibus, da Torre Panorâmica, uma torre de telefonia com mirante circular a 105 m de altura. Os horários afixados nas paradas ajudam a programar quantos e quais pontos visitar num dia.Festivais culturaisCuritiba também ganhou fama pela qualidade de seus festivais culturais. Já com década e meia de existência, o Festival de Teatro funciona como encontro marcado da classe artística, de vários Estados, a cada mês de março. Outras celebrações anuais coletivas com público cativo são o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos e a Oficina de Música. Para quem está de visita, todos oferecem a chance de conhecer o variado cardápio de salas de espetáculo, das pequenas às portentosas, como o Guairão, com 2.173 lugares, e o Teatro Vitória, com 1.500 lugares.Boa parte do patrimônio histórico é relativamente recente. Nos anos 50, surgiu a primeira sala do Teatro Guaíra, o Centro Cívico e o Mercado Municipal. A Rua das Flores, primeiro calçadão do Brasil, foi fechada nos anos 70, mesma época dos projetos do parque Barigüi e da Rodoferroviária. A Ópera de Arame foi inaugurada nos anos 80; os parques Tanguá e Jardim Botânico, nos anos 90, pouco antes da moderna Arena da Baixada.O século 21 trouxe dois presentes na área dos museus: o Museu Oscar Niemeyer e o Espaço Perfume. O primeiro deixa o visitante em êxtase antes da entrada, quando ele se depara com a torre monumental e os grandes vãos livres da primeira ala projetada por Niemeyer. Dá vontade de fazer como as crianças e apostar corrida no piso, ou na rampa. Por falar em crianças, as famílias não se vêem em apuros para entreter os pequenos. Brinquedos e bichos em parques e praças dão conta do recado -o Barigüi tem até parque de diversões.Curitiba se prepara há décadas para receber bem o turista. Entre os confortos recentes está a programação cultural do mês disponível na Internet, com a agenda antecipada de shows de música, festas, teatro, artes visuais. Dependendo do evento, dá para chegar lá com o ingresso garantido. Ou pelo menos com o horário e o endereço certos na mão.E não se assuste com a cordialidade incomum de taxistas, recepcionistas, garçons, vendedores. Eles usam frases do tipo 'permite que lhe ajude?', 'desculpe interromper, mas...', 'gostaria de receber mais informações?', 'posso sugerir um passeio?'. Uma educação ancestral, discreta, sob medida para demonstrar que o recém-chegado é bem-vindo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Todas as cores se misturam em Moscou


Todas as cidades do mundo são diferentes, mas algumas são mais diferentes do que outras. Moscou (Moscow em inglês, Mockba em russo), 9 milhões de habitantes, é repleta de contradições. É tão feia, com tantos prédios horrorosos, quanto atraente, com algumas das construções mais fascinantes da Europa. É tão cinza na arquitetura quanto vermelha no Kremlin, verde nos parques, branca no inverno, colorida nas igrejas... É miserável com as babushkas mendigando pelas ruas, como opulenta com as limousines circulando nas largas avenidas. Mesmo as virtudes dessa grande cidade implicam o choque de opiniões. O metrô é majestoso, mas você muito provavelmente irá se ver completamente perdido, ainda que com um mapa na mão. Mas se for esperto, porém, saberá tirar proveito, reparando na riqueza de detalhes e nas imagens das estações que traduzem o mundo de não muitos anos atrás. Os museus são formidáveis - história, artes, literatura. No entanto, quase todos com informações exclusivamente em russo. Se aguçar a percepção, vai aproveitar igualmente. Mas nem tudo está em cirílico: a vida noturna, os fabulosos teatros, os espetáculos de dança, os parques que viram ringues de patinação no Natal, os bons restaurantes, o cotidiano de uma cidade como... Moscou! Mas, novamente, dentro das contradições: a menos que você esteja recheado de dólares - ou rublos, que definitivamente é a moeda local - deverá priorizar o que ver e o que fazer. É uma cidade cara em todos os sentidos. Talvez o maior de todos os paradoxos seja o sentimento por ela - você vai amar e odiar ao mesmo tempo. As duas únicas certezas: só estando lá para saber, e isso valerá a pena



INFORMAÇÕES E SERVIÇOS






DDI - 7 para chamadas do Brasil ou de outro país para a Rússia, 8 na situação inversa


Código de acesso de Moscou - 095


Moeda - Rublo


Valor de troca - € 1 = 34,40R; US$1 = 27R; R$1 = 13R


Idioma - Russo é o oficial, mas há uma centena de outras línguas regionais


Clima - Verão quente, com dias longos. Bem mais rigoroso que o calor do verão é o frio do inverno. A partir de outubro começa a esfriar e em dezembro já pode cair neve, muita neve.


Fuso horário - 6 horas a mais em relação a Brasília


Telefones de emergência - 02 (Polícia)


Horários - O comércio funciona geralmente das 9h-19h de seg/sáb, mas pode se estender até mais tarde, principalmente no verão, ou fechar mais cedo, no inverno, assim como abrir no domingo. Para órgãos públicos e bancos, considere de seg/sex 9h-17h, alguns eventualmente funcionado sábado ou até as 18h.


Gorjetas - Restaurantes e bares de Moscou e S.Petersburgo estão aprendendo isso, alguns adicionando 10% à conta, outros apenas no se-vier-será-bem-vindo. Mas não é "obrigatório", e se você não estiver a fim de dar gorjeta, tudo bem.